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BB tentará alavancar programa que incentiva a agricultura sustentável

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Fonte:  Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília

O Banco do Brasil (BB) vai começar uma campanha para divulgar o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) nas próximas semanas. Iniciado na safra 2010/11, o ABC é considerado uma prioridade para a direção do banco, que tenta aumentar o valor dos desembolsos nesse programa, mas o desempenho tem sido baixo.

Do orçamento de R$ 850 milhões que o BB é responsável por gerir, apenas R$ 13,7 milhões, em 50 operações de crédito, foram emprestados de julho a setembro deste ano. O valor desembolsado representa apenas 1,5% do orçamento total do BB destinado ao programa.

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Ives Cézar Fülber, diz que a demanda é baixa porque o produtor ainda não conhece o programa. Apesar do início lento, o BB está analisando 380 projetos que podem somar mais R$ 170 milhões.

Os recursos totais do programa ABC para a safra 2011/12 são de R$ 3,15 bilhões. O ABC pode ser usado por agricultores e cooperativas, com um limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário. O crédito será financiado com taxa de juros de 5,5% ao ano, carência de até oito anos e prazo de reembolso de até 15 anos.

O programa incentiva processos tecnológicos que neutralizam ou minimizam os efeitos dos gases de efeito estufa no campo. Esses gases, representados geralmente pelo dióxido de carbono (CO2), são responsáveis pelo superaquecimento do planeta. De acordo com o vice-presidente de agronegócios da instituição, Osmar Dias, o plano é fundamental para o crescimento da tecnologia no campo.

"Cada vez precisamos de mais tecnologia para produzir mais alimentos no campo. Temos que andar com esse programa, que é um dos melhores", afirmou o vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil.

Lançado em julho do ano passado, o programa ABC tem como objetivo evitar a emissão na atmosfera de 165 milhões de toneladas de CO2 equivalente nos próximos dez anos por meio de seis práticas agrícolas sustentáveis: o plantio direto na palha, a integração lavoura-pecuária-floresta, a recuperação de pastos degradados, o plantio de florestas, a fixação biológica de nitrogênio e o tratamento de resíduos animais.