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BB anuncia R$ 8,1 bilhões

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Oferta de crédito 15% superior no Estado pode não surtir efeito integral devido ao endividamento

 Em uma semana, R$ 600 milhões foram contratados junto ao BB no país<br /><b>Crédito: </b>  pedro revillion

Em uma semana, R$ 600 milhões foram contratados junto ao BB no país
Crédito: pedro revillion

A safra 2012/13 terá R$ 8,1 bilhões disponibilizados pelo Banco do Brasil (BB) no Estado. Em relação à safra 2011/2012, o valor é 8% superior aos R$ 7,5 bilhões aplicados e 15,7% acima dos R$ 7 bilhões anunciados. Os dados, que contrariam a sobra de verba, foram divulgados ontem, na Capital, ao mesmo tempo em que o vice-presidente de Agronegócio e Micro e Pequena Empresa do BB, Osmar Dias, divulgava projeções nacionais, em Brasília. No país, o banco ofertará R$ 55 bilhões, 14% a mais do que na safra 2011/12. Em uma semana, R$ 600 milhões foram contratados. Do total para o Estado, R$ 5,9 bilhões vão para agricultura empresarial e R$ 2,2 bilhões para a familiar. Para custeio e comercialização serão R$ 6,3 bilhões e para investimento, R$ 1,8 bilhão.
Em meio à pressão para a renegociação de dívidas para que o acesso a recursos não seja prejudicado, o gerente de Mercado do Agronegócio do BB, João Paulo Comerlato, disse que, seguindo o Manual de Crédito Rural e as resoluções existentes, é possível renegociar, desde que haja análise caso a caso. "Estamos em contato com as federações para dar a melhor orientação e fazer essas renegociações." No dia 31, vencem R$ 1,9 bilhão de dívidas prorrogadas devido à seca no Estado. Embora não revele quanto do valor está no BB, Comerlato diz que o banco é responsável pela maioria dos financiamentos. Ele avalia que a prorrogação em bloco seria positiva, mas reforça: o produtor pode procurar o banco para renegociar. "Depois de duas safras com situações atípicas o produtor tem precaução, mas há uma boa expectativa." O presidente da Comissão de Crédito da Farsul, Elmar Konrad, contrapõe que, pelo menos, 30% dos gaúchos estão com limite estourado e terão dificuldades em fechar novos contratos. Para Konrad, só uma nova securitização, um "corte cirúrgico", com bônus entre 15% e 30%, longo prazo para pagar e juro abaixo da inflação resolveriam. O presidente da Fetag, Elton Weber, disse que o passivo preocupa, mas não acredita que irá atrapalhar a tomada de verba. "A sinalização de clima propício para o plantio na época certa, além das reduções de juros e elevação de teto devem incentivar o produtor a investir."
Para dar suporte ao campo, o BB antecipou R$ 378 milhões, firmando 2,1 mil contratos de compra de insumos no Estado. No Brasil, foram R$ 3,6 bilhões antecipados. Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas acompanharam a divulgação, em Brasília, e reconheceram a importância do banco, que movimenta 64% do mercado de crédito agrícola no país.

Fonte: Correio do Povo