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BB amplia em 10% verba para a produção gaúcha

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Investimento em irrigação pode aumentar com menor custo de seguro

FREDY VIEIRA/JC

Hübner anuncia a ampliação dos recursos para a safra gaúcha

Hübner anuncia a ampliação dos recursos para a safra gaúcha

A oferta de crédito do Banco do Brasil para o Plano Safra 2013/2014 cresceu 10% no Rio Grande do Sul, comparado ao valor desembolsado no período anterior. A meta global de contratação para a atividade no Estado, que começou ontem a ser disponibilizada, foi projetada em R$ 10,5 bilhões. Na safra passada, o montante desembolsado chegou a R$ 9,6 bilhões. A direção nacional da instituição anunciou a intenção de repassar R$ 70 bilhões para o segmento primário em todo o País, 27% acima da cifra projetada em 2012/2013. O Rio Grande do Sul responde por 15% da meta. 
A Caixa Econômica Federal estreia na modalidade, aportando R$ 3,7 bilhões. Os recursos globais do BB para o novo ciclo ficaram 14% acima do que foi desembolsado na safra anterior, que ficou em R$ 61,5 bilhões. A agricultura familiar terá R$ 13,2 bilhões, e R$ 56,8 bilhões são destinados à agricultura empresarial e às cooperativas. Da oferta total, R$ 48,8 bilhões (70%) são reservados a custeio e comercialização, e o restante a investimentos (R$ 21,2 bilhões).
Com a cifra anunciada, o BB responderá por 44% do aporte de R$ 157 bilhões do Plano Safra 2013/2014 do governo federal (R$ 136 bilhões para agricultura empresarial e R$ 21 bilhões para agricultura familiar). A Caixa, que tradicionalmente não opera no ramo agropecuário, começou a testar a concessão de crédito agrícola em setembro de 2012, em oito estados. Para a safra 2013/2014, o banco público terá o Caminhão do Agronegócio, unidade móvel que funcionará como agência e percorrerá feiras e eventos do setor para captar clientes.
No Estado, o superintendente do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, esclareceu que a elevação de apenas 1% (somando R$ 2,8 bilhões) na agricultura familiar foi calculada sobre o montante efetivamente desembolsado na safra anterior. Os recursos para custeio neste setor subiram 16,4%, e investimentos apresentam queda na meta. “Mas não vão faltar recursos. O que for buscado, vamos atender”, garantiu Hübner. O volume de crédito concedido na última safra também acabou ficando bem acima do projetado devido à liberação de mais de R$ 440 milhões em crédito emergencial, associado à estiagem.
Na agricultura empresarial, o aporte para custeio avançou 13,9%, com oferta de R$ 7,7 bilhões. Neste segmento, os produtores de médio porte (Pronamp), com renda anual até R$ 1,6 milhão, têm alta de 39% na oferta.
Juros que não seguem o piso de 2,5% do PSI-Finame  para compra de máquinas, que puxou a demanda no ano passado, não deve ser obstáculo à busca de recursos, antecipou o superintendente, que apontou a oferta de linhas para a área de armazenagem (com juros de 3,5% ao ano), um dos maiores déficits na gestão de estoques dos produtores, como uma das apostas para a nova temporada. As taxas variam de 3,5%, na agricultura familiar, até 5,5%, nos grandes produtores.
O gerente de mercado de agronegócios do BB no Estado, João Carlos Comerlato, descartou que o nível de endividamento dos agricultores limite as contratações e informou que as prorrogações de quitação de dívidas se limitaram a 10% dos contratos em 2012, sob efeito da quebra de safra. Os preços dos grãos teriam garantido maior fôlego para quitar compromissos, opinou Comerlato.

Fonte: Jornal do Comércio