BB amplia em 10% oferta de crédito

O Banco do Brasil, maior agente de crédito agrícola do país, pretende disponibilizar R$ 10,5 bilhões aos produtores gaúchos para custear a safra 2013/14. O volume é 10,5% superior ao desembolsado em 2012/13 (R$ 9,6 bilhões). Desse total, R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados para a agricultura familiar, dos quais R$ 1,684 bilhão para custeio e R$ 1,132 para investimento. Se, por um lado, a projeção de crédito para custear a lavoura é 16,4% superior em relação ao ano passado, para a compra de máquinas prevê-se um recuo de 15,5%. O superintendente do BB no Rio Grande do Sul, Tarcísio Hübner, justifica que, no ano passado, o valor alocado foi bastante superior ao previsto, acima de R$ 400 milhões.

Já a agricultura empresarial terá o mesmo padrão: aumento de 17,3% em custeio, de R$ 5,123 bilhões para R$ 6 bilhões; mas queda de 7% no valor alocado para o investimento. Ao ser perguntado sobre o perfil de risco do produtor gaúcho, Hübner diz que a carteira do Estado tem menos de 1% de inadimplência. ‘Os produtores não terão dificuldade de acesso ao crédito.’ Tanto o representante do Mapa, Francisco Signor, quanto o da Seapa, Claudio Fioreze, observaram que é preciso incluir no zoneamento agropecuário o trigo de duplo propósito e a produção de milho e soja na Região Sul do RS de forma a viabilizar a tomada de crédito por um nicho importante de produtores. ‘Nós levaremos essas questões para serem discutidas com o Mapa’, assegura Hübner. No país, o banco deve ofertar R$ 70 bilhões, 14% mais do que em 2012/13. No ano passado, o BB ampliou a sua influência na agricultura familiar e na classe média do campo. Para os pequenos, foram R$ 2,8 bilhões (incremento de 42%) e, para os médios, R$ 1,6 bilhão (alta de 58%).

Balanço 2012/13

Agricultura familiar

– Custeio: R$ 1,448 bilhão

– Investimento: R$ 1,341 bilhão

Total: R$ 2,789 bilhão

Agricultura empresarial

– Custeio e comercialização:

R$ 5,123 bilhões

– Investimento: R$ 1,144 bilhão

Total: R$ 6,267 bilhões

Total realizado: R$ 9,056 bilhões

Fonte: Correio do Povo