Banco do Brasil começa a operar linha de crédito para armazenagem

Recursos chegam a R$ 4 bilhões, com 100% do projeto financiado a juros de 3,5% ao ano e 15 anos para pagar

Andrea Parisi | Brasília (DF)

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Brasil tem deficit de armazenagem de mais de 40 milhões de toneladas

A linha de crédito para armazenagem anunciada no Plano Safra, em junho deste ano, já está operando.Mas os produtores continuam reclamando de um antigo problema: a burocracia para ter acesso ao dinheiro.

O Banco do Brasil, responsável por 80% dos recursos anunciados pelo governo federal no último Plano Safra, já começou a operar as linhas de crédito para armazenagem. O total chega a R$ 4 bilhões, com 100% do projeto financiado a juros de 3,5% ao ano e 15 anos para pagar. Para acessar, o produtor deve apresentar um projeto com viabilidade econômica, capacidade de pagamento comprovada, além da licença ambiental. Se não houver problemas na documentação, o dinheiro pode ser liberado em 40 dias.

– Aqueles que estão interessados em construir armazéns têm que agilizar o processo, porque nós estamos com recursos limitados. Creio a liberação desses recursos vai se esgotar antes mesmo do final do ano safra – diz Osmar Dias, vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil.

Os produtores aprovam a iniciativa do governo federal, mas afirmam que poucos vão conseguir acessar o crédito.

– Para a maior parte dos produtores rurais, que estão bastante endividados e que já vêm há muito tempo com o passivo muito grande, é provável que haja dificuldades pois falta garantia. Eles não têm capacidade de pagamento – diz Cláudio Malinski, chefe do departamento técnico da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF).

Os recursos são gerenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) através do Programa de Incentivo à Armazenagem para Empresas Cerealistas Nacionais (BNDES Cerealistas), cujo objetivo é enfrentar o deficit de armazenagem do país. O financiamento pode ser acessado diretamente através do BNDES ou através das instituições financeiras credenciadas, como o Branco do Brasil.

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Fonte: Ruralbr