.........

Banco do Brasil chama devedores do crédito rural para renegociar

.........

Fonte:  DCI

são Paulo – O Banco do Brasil renegociou neste ano R$ 1,75 bilhão em dívidas de produtores rurais vencidas até 30 de junho do ano passado. O gerente-executivo de Reestruturação de Ativos Operacionais do BB, Rogério Bressan, diz que 16 mil produtores aderiram à iniciativa e prorrogaram por dez anos as suas dívidas, que serão corrigidas pelo Índice de Reajuste de Poupança (IRP) em mais 0,5% ao mês.
Bressan explica que foram renegociados empréstimos que representam riscos para o banco, pois não se trata de uma medida governamental. Na primeira rodada de renegociações, encerrada no final de abril, os produtores tiveram a opção de pagar a primeira parcela do refinanciamento após a colheita da safra. Na segunda etapa, que venceu em 30 de setembro, puderam quitar 10% da dívida.
Segundo Bressan, Mato Grosso teve o volume mais expressivo das renegociações, superando R$ 400 milhões. Em termos de volume de contratos o destaque foi o Paraná, onde houve adesão de mais de 2,2 mil produtores. Ele disse que as condições favoráveis levaram muitos agricultores que travavam disputa judicial com o banco a optar por um acordo.
O executivo disse ser difícil calcular o montante da dívida que poderia ser renegociada, pois sobre os valores incidem multas e juros de mora, que foram retirados nos cálculos da renegociação. Ele descartou a possibilidade de o Banco do Brasil reabrir o processo mais uma vez, argumentando que houve divulgação e prazo suficiente para as adesões.
Apesar da decisão do banco, o presidente da Federação da Agricultura Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, encaminhou um pedido de reabertura do processo de renegociação. Ele diz que muitos produtores com problemas de fluxo de caixa agora têm condições de repactuar suas dívidas. Ele estima que mais 300 produtores poderiam aderir à renegociação, além dos 700 que já formalizaram os contratos.
Rui Prado informou que a Famato reinvidica a inclusão dos agricultores que renegociaram suas dívidas por cinco anos, pois com o novo prazo ficaram em desvantagem. Em relação ao endividamento do setor, que inclui os alongamentos das dívidas feitos pelo governo, Prado afirmou que conversou sobre o assunto em sua primeira audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.