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Banco disponibiliza R$ 665 mi para pré-custeio da safra 16/17 em MS

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Recurso será para cana, milho, soja, laranja, café, arroz e algodão.
No último ciclo, o custo de produção aumentou e a margem reduziu.

Soja foi o principal produto exportado em 2015, com 21 mil toneladas comercializadas, segundo a Seplan (Foto: Neto Figueredo/Secom-RR)

Produtor de soja contam com recursos do pré-custeio liberado pela instituição financeira
(Foto: Neto Figueredo/Secom-RR)

O Banco do Brasil vai disponibilizar R$ 665 milhões para o pré-custeio da safra 2016/2017 emMato Grosso do Sul. O valor foi divulgado nesta terça-feira (2) pela instituição. O volume de recursos foi recebido com otimismo pelos produtores que viram os custos de produção crescerem significativamente na última safra.

Em 2015, cultivar um hectare de soja custou ao produtor sul-mato-grossense em média R$ 2,1 mil. Hoje, os gastos ultrapassam R$ 2,4 mil por hectare, o que corresponde a um aumento de 14,3%. De acordo com o último levantamento feito pela Embrapa Agropecuária Oeste, até o final da safra 2015/2016 o custo de produção da soja deve subir 30% em Mato Grosso do Sul. Com a previsão da valorização do dólar, a tendência é que a margem de lucro fique ainda mais estreita.

O principal componente do aumento ficou por conta dos insumos agrícolas – sementes, máquinas, implementos de irrigação e defensivos agrícolas – com participação elevada de 44,3% na safra passada para 47% dos investimentos totais do cultivo. Por sua vez, o gasto com fertilizantes também subiu 29%.

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“Em um ano de crise é fundamental que o produtor tenha o apoio financeiro e consiga se programar, com antecedência, para a próximo ciclo”, afirma o presidente da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS, Christiano Bortolotto.

Conforme a divulgação, o recurso é destinado aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul que atuam na produção de cana-de-açúcar, milho, soja, laranja, café, arroz e algodão. Na safra 2014/15, os agricultores do Estado tiveram acesso a R$ 2,2 bilhões em crédito. Já no ciclo 2015/2016, o montante passou para R$ 2,4 bilhões, um incremento de 8,2%.

“O pré-custeio garante uma taxa praticada hoje, que é bem menor. Se houver alguma mudança na taxa Selic ou no cenário econômico daqui até a divulgação da safra, o produtor terá maior poder de negociação”, explicou o superintendente estadual do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza.

Do G1 MS

Fonte : Globo