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Balanço do Virgolino de Oliveira melhora, mas dívida segue alta

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O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), um dos maiores sócios da Copersucar, com 6,8% de participação, apresentou na última semana seus resultados referentes à safra 2013/14, encerrada em 30 de abril deste ano, nos quais mostra uma melhora operacional e de geração livre de caixa positivo, no entanto, um endividamento ainda elevado.

Com quatro usinas de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, o GVO teve um prejuízo líquido atribuído a acionistas controladores de R$ 705 mil, ante a perda de R$ 103,3 milhões do ano-fiscal anterior. O resultado financeiro melhorou, mas foi ainda negativo em R$ 276,641 milhões – ante a perda financeira de R$ 323,4 milhões do exercício anterior. O desempenho reflete uma despesa financeira elevada no período, de R$ 367,325 milhões, 23,4% acima da registrada em 2013/14.

Puxada pelo etanol, a receita líquida da companhia cresceu 10% na última safra, para R$ 1,425 bilhão. O custo dos produtos vendidos aumentou menos, 9,3%, para R$ 1,210 bilhão, o que indica um ganho de eficiência no negócio. O lucro bruto avançou expressivos 82,4% no período na comparação com 2012/13, a R$ 297,765 milhões. Na mesma comparação, o resultado antes de juros aumentou 126%, para R$ 215 milhões.

No entanto, a dívida líquida do grupo (sem considerar adiantamentos feitos pela cooperativa Copersucar) aumentou 16,6% no exercício 2013/14, a R$ 1,869 bilhão. Da dívida bruta, de R$ 2,023 bilhões, R$ 397,224 milhões têm vencimento no curto prazo.

O GVO informou que, após 30 de abril, sua controlada Virgolino de Oliveira Finance emitiu bonds de US$ 135 milhões com vencimento em janeiro de 2020. A companhia alongou ainda um contrato junto ao Banco Pine de R$ 121,5 milhões, com vencimento até abril de 2017, e com o banco Votorantim no valor de R$ 57 milhões e US$ 13,3 milhões, ambos com vencimento até novembro de 2017.

Surpreendida positivamente pelo desempenho operacional do GVO em 2013/14 – expresso pela geração de fluxo de caixa operacional livre positivo em R$ 272 milhões no período – a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) reafirmou na última semana os ratings "B" na escala global e ‘brBB+’ na escala nacional Brasil atribuídos ao GVO.

No entanto, a perspectiva de classificação da empresa permanece negativa, segundo a S&P. "Apesar de as usinas do grupo estarem se beneficiando de alguma melhora na rentabilidade do etanol e implementando redução de custos e gestão de capital de giro mais eficiente, os desafios para gerar fluxo de caixa livre positivo de forma consistente no exercício fiscal de 2014/15 podem resultar em necessidades de refinanciamento mais altas, o que poderia levar a um rebaixamento dos ratings", avisou a agência.

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo