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Baggio fará seu primeiro embarque de café especial à China

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A Baggio Café alça novos voos na área de exportação. A torrefadora, que abriu as portas em 2007, mas que tem em seu "ativo" a tradição de cultivo dos grãos, embarca na segunda-feira os primeiros carregamentos de café torrado e moído para a China. Será um "teste" – um volume baixo inicial de 200 quilos de dois tipos de café já comercializados pela empresa, o Bourbon do Sul de Minas e o Baggio Cerrado Mineiro. Esses produtos receberam a marca inédita Papagallis, uma referência às primeiras denominações do Brasil na época do descobrimento.

Por intermédio da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o empresário Vitor Bertini teve contato com algumas torrefadoras e escolheu a Baggio como fornecedora da cafeteria que vai abrir no fim deste mês, em Xangai, com um parceiro local.

Localizada em um dos bairros mais sofisticados da metrópole chinesa, a cafeteria quer imprimir um novo conceito e oferecer um produto de altíssima qualidade ligado à imagem de um Brasil desenvolvido e cosmopolita. Será comercializado café filtrado, feito de seis maneiras diferentes. Os investimentos no empreendimento são da ordem de US$ 1 milhão.

A exportação é uma das "frentes" da Baggio, segundo Liana Baggio Ometto, sócia da empresa. Em 2011, foram vendidos cerca de cinco mil quilos de café para um empresário do Chile, dono de restaurantes. Este ano, foram mais três mil quilos para o mercado chileno. Liana está bastante otimista com o embarque para a China. "É um desafio introduzir um novo conceito em um país com cultura tão diferente da nossa", diz. O consumo de café na China cresce cerca de 30% ao ano, de acordo com a empresa de pesquisa Nielsen.

Apesar dos problemas na economia mundial e reflexos no Brasil, Liana acredita que a empresa terá um bom desempenho em 2012 em função de novas oportunidades de negócios e por ter como foco a qualidade, atendimento e inovação. Nesse sentido, a Baggio Café deve superar a meta estabelecida no início do ano de dobrar o faturamento – que em 2011 alcançou cerca de R$ 1,5 milhão – e triplicar a produção em dois anos – hoje em torno de oito mil quilos por mês.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo