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Audiência pública vai debater as ocupações indígenas em MS

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Evento será promovido nesta segunda, na Assembleia Legislativa.
Situação se agravou após conflito em Coronel Sapucaia.

Do Agrodebate

Produtores rurais e índios entram em confronto após ocupação em MS (Foto: Reprodução/TV Morena)

Produtores rurais e índios entram em confronto após ocupação em Coronel Sapucaia
(Foto: Reprodução/TV Morena)

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul promove nesta segunda-feira (6), às 10h (de MS), uma audiência pública para debater as ocupações de propriedades rurais por indígenas no estado. A situação se agravou no fim de junho. No dia 22, 50 guarani kaiowá entraram na fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, a 377 quilômetros de Campo Grande e dois dias depois, 24, produtores rurais foram até o local com caminhonetes e fizeram buzinaço e manobras perigosas. Os índios reagiram com paus e flechas.

A audiência foi solicitada pelos deputados estaduais Mara Caseiro (PTdoB), Zé Teixeira (DEM), Paulo Corrêa (PR), Antonieta Amorim (PMDB) e Eduardo Rocha (PMDB) após pedido feito pelos produtores rurais durante a reunião ocorrida no dia 29 de junho, na sede da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), para tratar do mesmo tema.

De acordo com os dados da Famasul, atualmente o estado tem 88 propriedades rurais invadidas por indígenas. Deste total, três foram invadidas nas últimas semanas. "É cada vez mais urgente que sejam tomadas medidas definitivas para solução deste problema que há anos gera violência e insegurança no campo. A sociedade muitas vezes não percebe que o produtor sofre a violência dentro da sua casa injustamente, porque todas as propriedades invadidas têm documentação legal e reconhecida pelos órgãos públicos", ressalta o presidente da entidade, Nilton Pickler.

Segundo o presidente da Famasul, a instituição busca a pacificação e os meios legais para a retomada da posse das propriedades invadidas. "A federação tem atuado no sentido de orientar os produtores a buscar a Justiça e sempre evitar a violência”, concluiu.

Fonte: G1