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Ataque a vacas premiadas na Expointer causou prejuízo de R$ 200 mil

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Bandidos não fazem distinção e matam animais que dariam origem a valiosos embriões no Sul

por Joana ColussiEnviar correção

19/05/2015 | 04h51min

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Ataque a vacas premiadas na Expointer causou prejuízo de R$ 200 mil Alexandre Teixeira/Divulgação

Em Santa Vitória do Palmar, proprietárivacas da raça hereford foram carneadas por ladrõesFoto: Alexandre Teixeira / Divulgação

Desde 2010, a Estância Tamanca não passou sequer um ano ilesa da ação de ladrões em Santa Vitória do Palmar, no sul do Estado. O último caso, no mês passado, foi o mais emblemático para o pecuarista: as vítimas eram grandes campeãs da raça hereford na Expointer.

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Premiadas em Esteio, as vacas dariam origem a embriões que seriam vendidos no remate comemorativo aos 40 anos da Estância Tamanca, previsto para outubro. Uma delas era mãe de um touro campeão na Expointer do ano passado.

— Os animais eram o principal destaque do remate, pelo alto valor genético — lamenta Ricardo Sperotto Terra, um dos proprietários da cabanha.

Carneadas na própria fazenda durante a madrugada, as vacas foram mortas com outros cinco animais, todos doadores de embriões. O prejuízo calculado pelo produtor passa de R$ 200 mil. Localizada às margens da BR-471, a 30 quilômetros de Santa Vitória do Palmar, a Estância Tamanca acaba se tornando um alvo fácil de ladrões de gado que passam pela rodovia.

— Frequentemente, também somem ovelhas. No fim do dia, a contagem não fecha — relata Terra, acrescentando que, na cidade, chega a ouvir comentários de onde a carne roubada de sua propriedade é vendida, mas não pode fazer nada.

No Sul, temor pela própria vida

O sentimento de impotência diante da ação de criminosos e insegurança no campo é compartilhado por produtores de Pedras Altas, também no sul do Estado.

Dias antes do final do ano passado, o veterinário e produtor Alfredo da Silva Tavares, proprietário da Cabanha Timbaúva, teve cinco vacas da raça devon mortas e carneadas dentro da propriedade.

— Eram mães de touros levados na Expointer no ano passado — desabafa o produtor, que há um mês teve cinco novilhas e uma vaca furtadas vivas.

Morando na propriedade, que fica localizada a 10 quilômetros do centro do município, Tavares teme pela segurança da mulher e dos funcionários da cabana:

— Os bandidos sabem que não temos armas. Por isso, eles não têm medo de entrar aqui.

Dicas de prevenção

— O produtor deve buscar ter o máximo de controle sobre o rebanho, com contagens periódicas que permitam identificar o possível sumiço de animais para comunicação à polícia.

— É importante conhecer bem os funcionários que trabalham na propriedade. Muitos casos de abigeatos ocorrem com a ajuda de trabalhadores que se aproveitam da confiança dos proprietários.

— Todos os crimes devem ser registrados na Polícia Civil, pois a análise criminal e tomada de ações é feita com base nas ocorrências.

Fonte: Zero Hora