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Arrozeiros reivindicam urgência em políticas de apoio à comercialização

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Produtores de arroz entregaram, no Ministério da Agricultura proposta de apoio à comercialização da safra 2011/2012. Eles reivindicam que o governo reserve no Orçamento R$ R$ 1,76 bilhão para apoiar a comercialização de quatro milhões de toneladas de arroz. A proposta dos produtores prevê a compra de 500 mil toneladas de arroz por meio de operações de Aquisição do Governo Federal (AGF), financiamentos para estocagem de 1,5 milhão de toneladas por meio de Empréstimos do Governo Federal (EFG) e leilões de contratos de opção, de prêmios para escoamento (PEP) e de prêmios para equalizar preços (Pepro) correspondentes a três milhões de toneladas.

O secretário de Política Agrícola, Caio Rocha, diz que é possível antecipar as medidas para que elas sejam adotadas em fevereiro, quando começa a colheita. Além disso, o setor, que está com uma dívida de R$ 3 bilhões, que equivale a 60% de uma safra, também aguarda uma resposta do governo para a renegociação dos débitos antigos. Em maio, o preço do arroz atingiu o nível mais baixo do ano, R$18,50, em oito Estados e o custo de produção de uma saca de 50 quilos é de R$ 29,20.

– O que se pede ali de apoio à comercialização, de R$ 1,7 bilhão, é um número que já está dentro de uma previsão lógica, já que esse ano foi de R$ 1,6 bilhão. O governo já vem ao longo do tempo atendendo – afirma Rocha.

Em relação ao pedido de renegociação das dívidas, Caio Rocha declara que o governo não adotará uma posição que atenda a um setor específico, pois no momento analisa também as dívidas dos produtores de maçã de Santa Catarina e a inadimplência nos financiamentos de máquinas agrícolas em Mato Grosso. Segundo Caio Rocha, as prorrogações serão analisadas caso a caso.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, explica que o setor pediu ao governo que o primeiro leilão de opções seja realizado no final de fevereiro, durante a abertura da colheita da safra de arroz em Restinga Seca, no Rio Grande do Sul, para evitar os problemas observados ao longo deste ano, em que as cotações de mercado ficaram abaixo do preço mínimo de garantia estabelecido pelo governo.

A Federarroz pediu ao governo a remoção para outros Estados de 1,6 milhão de toneladas de arroz dos estoques públicos que estão depositados no Rio Grande do Sul, a fim de abrir espaço nos armazéns para o cereal das operações de AGF e dos leilões de opções. Eles querem também que a COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) credencie novos armazéns no Rio Grande do Sul, inclusive de pessoas físicas, para aumentar a disponibilidade de armazenagem.

– Isso vai dar um aporte de comercializaçao de cinco milhões de toneladas. Em torno de 40% a 45% da safra que deve ser colhida. Nós temos que ter uma solução para o endividamento antes do início da próxima safra ou antes que vença o custeio da próxima safra – aponta.

Fonte: RÁDIO FANDANGO – RS