Arroz apresenta baixa liquidez no mercado neste início de ano

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresentou baixa liquidez neste início de ano, devido ao pouco interesse de compradores em efetivar novos negócios. Parte da indústria deu preferência para o arroz depositado nos próprios armazéns, enquanto outras trabalham com o estoque já adquirido.

Do lado vendedor, alguns lotes de casca foram disponibilizados, por causa da necessidade de "fazer caixa". O Indicador Esalq/Senar-RS, 58% grãos inteiros, caiu 1,01% entre 2 e 10 de janeiro, fechando ontem a R$ 37,03 a saca de 50 quilos.

Para o presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, ainda existe espaço para uma valorização do grão no início do ano, como sempre ocorreu depois do dia 15 de janeiro em relação ao "arroz velho". O já consolidado atraso da entrada da nova colheita, 20 dias em relação ao nível histórico, poderá consumir parte considerável dos estoques de passagem.

Dornelles ressalta que as exportações voltaram a ter importante dinamismo nesta passagem de ano, o que atenua a questão da balança comercial. As próximas parcelas alongadas do custeio possuem pouca significância no mercado, pois além de muitos produtores terem antecipado a posição, estas, representando menos de 20% da demanda mensal.

"Além disso, temos a possibilidade da liberação automática de recursos para a utilização de programas de apoio à comercialização e escoamento do produto que deverão contribuir na medida em que eventualmente os preços atinjam o patamar de R$ 36,00, que é o novo preço mínimo para arroz de 58 de inteiros", enfatiza Dornelles.

Para o presidente da Federarroz, ainda é cedo para uma previsão de safra, pois recentemente iniciou-se o período reprodutivo da cultura, especialmente as lavouras plantadas no cedo, de área significativamente baixa. "Estas sim possuem garantia de um bom potencial produtivo. As demais lavouras, que são a grande maioria, terão uma dependência maior do clima e expectativa não tão positiva ", ressalta.

Fonte: Jornal do Comércio