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Argentina PLA aposta no mercado de pulverizadores

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Após concluir um programa de reestruturação industrial, comercial e financeira que absorveu R$ 40 milhões nos últimos quatro anos, a subsidiária brasileira da fabricante argentina PLA agora quer mais do que dobrar sua participação no mercado doméstico de pulverizadores até 2016. A meta é que essa fatia, estimada em 3% em 2014, alcance 7%, segundo Renato Silva, diretor de vendas e marketing da companhia, que também produz fertilizadores.

Segundo o executivo, esse ganho de participação – se de fato for conquistado – colocará a PLA entre as cinco maiores do segmento no Brasil, que reúne mais de dez fabricantes e marcas como Jacto, John Deere e Case. A estratégia inclui a ampliação do portfólio de produtos, com novas linhas para produtores de pequeno e médio portes, além da expansão da rede de distribuidores para 80 pontos no país em 2016, ante 43 neste ano e 15 em 2012.

Controlada pelo fundo argentino de investimentos Pampa Capital desde 2010, a PLA tem uma fábrica em Canoas (RS) e projeta faturar R$ 32 milhões com a venda de 70 máquinas neste ano (basicamente no mercado interno), o que significa uma expansão em torno de 5% em valor e volume na comparação com 2013. Para 2015, o objetivo é chegar a R$ 45 milhões em receita, com 110 equipamentos comercializados.

As previsões da PLA para o próprio desempenho superam as estimativas que a empresa faz para o mercado brasileiro em geral. Conforme Silva, a demanda doméstica de pulverizadores motorizados, o produto mais importante do portfólio da PLA, deve recuar de 2,8 mil unidades em 2013 para 2,3 mil neste ano, em linha com o segmento de tratores e colheitadeiras. Mas o volume deve reagir para algo entre 2,5 mil e 2,8 mil em 2015 e chegar a 3,1 mil em 2016, projeta o executivo.

Conforme Tomas Lorenzzon, gerente de produtos da empresa, 90% da oferta de pulverizadores no Brasil se concentra na faixa entre 2,5 mil e 3,5 mil litros de capacidade. Até 2013, a PLA tinha produtos de 3 mil e 3,5 mil litros, mas em 2014 entrou com uma linha de 2,5 mil litros e em 2015 lançará uma máquina com tanque para 2 mil litros. "Aí um produtor com 200 hectares já pode comprar", comentou Silva.

No segmento de fertilizadores, a estreia da empresa foi em 2014 com um modelo motorizado com capacidade para 4,6 toneladas. Em 2015, será lançado um equipamento de "arrasto" (tracionado por trator) para 10 toneladas. A fábrica da PLA em Canoas pode produzir entre 400 e 450 máquinas por ano. Na Argentina, a produção passa de 500 unidades anuais (frente a uma capacidade superior e 700 máquinas por ano), voltada aos mercados local e externo.

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Fonte: Valor | Por Sérgio Ruck Bueno | De Porto Alegre