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Após polêmica com Aprosoja, Monsanto descarta lançamento comercial da Intacta RR2 Pro

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Em nota, empresa afirma que aguardará a liberação para compra dos principais importadores do grão brasileiro

Adriana Franciosi / Agencia RBS

Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Monsanto garante destruição de sementes com a tecnologia até que principais mercados liberem importação

A Monsanto respondeu, por meio de nota, ao apelo lançado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT), pedindo que produtores de soja não plantassem sementes Intacta RR2 Pro, desenvolvidas pela empresa. A entidade alegou, nesta segunda, dia 3, preocupação com uma possível contaminação da oleaginosa embarcada para a China, que é o principal comprador do grão brasileiro. Em seu comunicado, emitido nesta terça, a Monsanto “reafirma que segue fiel ao seu compromisso voluntário de não lançar comercialmente novas tecnologias até a liberação para importação nos principais destinos da soja brasileira”.

Conforme a companhia, o plantio da cultivar será restrito a áreas demonstrativas na safra 2012/2013, seguindo procedimentos adotados no ciclo anterior. “Os agricultores que decidirem fazer parte dessa rede de demonstração – chamada de ‘Eleitos 2.0’ – terão, mais uma vez, a oportunidade de experimentar em primeira mão os benefícios trazidos pela tecnologia em suas propriedades”, diz a nota. A Monsanto acrescenta que 600 mil sacas de sementes com a tecnologia serão destruídas, “para garantir o cumprimento da gestão responsável do produto”.

Confira a íntegra da nota da Monsanto:

A soja Intacta RR2 PRO™, desenvolvida pela Monsanto, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em agosto de 2010. Além do Brasil, a nova soja também já está aprovada em diversos países, como Estados Unidos da América, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Filipinas, Tailândia, Taiwan,  Argentina, Japão e Coréia, além da União Europeia (UE).

Na safra 2011/2012, a Monsanto convidou 500 produtores brasileiros, em 275 municípios espalhados em 10 estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Bahia) e no Distrito Federal, para plantar a soja INTACTA RR2 PRO™ lado a lado com campos com a tecnologia Roundup Ready em suas propriedades. Todas as 500 áreas seguiram critérios de gestão responsável do produto, sendo monitoradas desde o plantio até a colheita, com posterior destruição dos grãos.

Graças à parceria e à participação desses agricultores pioneiros, chamados “Os Eleitos”, foram comprovados, mais uma vez, os três benefícios proporcionados pela nova tecnologia:  resultados de produtividade sem precedentes, devido a tecnologias avançadas de mapeamento genético, seleção e inserção de genes em regiões do DNA com potencial impacto positivo na produtividade; proteção contra as principais lagartas que atacam a cultura da soja; e tolerância ao glifosato proporcionada pela tecnologia Roundup Ready (RR).

A Monsanto reafirma que segue fiel ao seu compromisso voluntário de não lançar comercialmente novas tecnologias até a liberação para importação nos principais destinos da soja brasileira. Assim, na safra 2012/13, o plantio de INTACTA RR2 PRO™ se limitará a áreas demonstrativas, seguindo os mesmos procedimentos e princípios de gestão responsável do produto já consagrados com o programa “Os Eleitos” na safra anterior. Os agricultores que decidirem fazer parte dessa rede de demonstração – chamada de “Eleitos 2.0” – terão, mais uma vez, a oportunidade de experimentar em primeira mão os benefícios trazidos pela tecnologia em suas propriedades.

Para garantir o cumprimento da gestão responsável do produto, a Monsanto irá destruir 600.000 sacas de sementes com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™, apesar de estarmos em um ano de forte demanda por soja em função de inúmeros fatores, como o aumento do consumo mundial e a quebra da safra em razão da seca em regiões como Estados Unidos, Argentina e o Sul do Brasil.

A Monsanto continua comprometida em trazer soluções inovadoras que aumentem a produtividade da agricultura brasileira, de forma sustentável, e a trabalhar colaborativamente com a cadeia produtiva.

Fonte: Ruralbr