Após disparadas, ações da Marfrig recuam

No vermelho na maior parte do pregão de ontem na BM&FBovespa, as ações da Marfrig intensificaram o movimento de baixa no início da tarde após reportagem publicada no site da revista "Época" vincular a empresa à Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF). E, depois de registrarem fortes altas na segunda e na terça-feira, em decorrência da venda da subsidiária irlandesa Moy Park para a JBS, os papéis fecharam em queda de 2,18%, maior que a do Ibovespa (1,24%).

Segundo a revista "Época", a Polícia Federal teria mapeado o pagamento de R$ 595 mil da Marfrig para a Oli Comunicações, empresa de Carolina Oliveira, esposa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Carolina é investigada na operação da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais.

Procurada pelo Valor, a Marfrig negou ter efetuado "qualquer pagamento para a empresa Oli Comunicações". A empresa também alegou "desconhecer as investigações mencionadas, não podendo assim comentar um assunto do qual não tem informação".

Ainda de acordo com a revista "Época", o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin não autorizou diligências da PF nos escritórios da Marfrig e do grupo francês Casino, controlador do Pão de Açúcar, que também teria feito pagamentos à Oli Comunicações.

Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo