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Aprosoja apresenta dados de fechamento do ano agrícola

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Com uma média de produtividade de soja de 51,6 sacas por hectare na safra 2012/2013, o que tem garantido o faturamento do produtor é o preço pago na saca que se mantém em ascensão nos últimos três anos, segundo os dados divulgados no relatório de Fechamento do Ano Agrícola 2012/2013 do Projeto Referência, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) que acompanha produtores rurais em 36 municípios de Mato Grosso.

Paralelo a isso, os custos têm aumentado na mesma proporção. Os gastos com insumos para a soja, por exemplo, numa média das quatro regiões, saltou de R$ 841 por hectare na safra 2011/2012 para R$ 1.049 na safra 2012/2013. Segundo João Vianna, diretor do Instituto de Desenvolvimento da Gestão Empresarial no Agronegócio (Igeagro), a tendência é que a ascendência dos fertilizantes, sementes e defensivos continue muito forte. “Desde 2008/2009 na crise dos fertilizantes, quando os preços foram nas alturas e depois caíram muito, o valor vem subindo, o que provavelmente será mantido para os custos da próxima safra.”

Os dados apresentados por região mostram que as regiões Oeste e Sul gastam mais com defensivos e com custo de operação. Na região Sul, os gastos com custo das operações são acentuados devido às características das propriedades, somando R$ 473 por hectare, enquanto a região Norte, por exemplo, o custo é de R$ 281. Apesar disso, o preço pago por saca na região Sul foi o melhor do estado ficando em R$ 50,89, enquanto na Norte foi de R$ 45,90.

Já sobre o milho 2ª safra 2013, os dados não são tão agradáveis. Mesmo com a comercialização ainda corrente e os dados ainda não fechados, já é possível visualizar uma queda no preço do milho em relação à safra 2011/2012. Apesar disso, o cultivo tem se intensificando como alternativa de produção na região Leste, onde a área de soja plantada com milho saltou de 31% na safra anterior, para 46% nesta safra. A região Norte também intensificou a relação de área entre soja e milho, de 63% para 70%.

Ainda segundo João Vianna, a tendência de Mato Grosso, tanto nas culturas de milho e soja, é a intensificação das terras que já são cultivadas, por meio do uso de tecnologias que proporcionem o aumento da produtividade. “Mato Grosso já tem feito e tem potencial para continuar a intensificação da produtividade sem que haja a abertura de terras na mesma proporção. É uma otimização, uma produção mais sustentável.”

Projeto Referência

Os dados de Fechamento do Ano Agrícola 2012/2013 é um dos três relatórios que o Projeto Referência apresenta anualmente aos produtores rurais dos 36 municípios, nas quatro regiões de Mato Grosso, que fazem parte do projeto. Por meio desses relatórios os produtores podem comparar os seus dados com as médias por região e a média do estado.

Acompanhando os produtores desde as safras 2007/2008, o Projeto Referência é realizado pela Aprosoja para capacitar o produtor rural no que se refere à gestão de propriedades rurais, auxiliando, especialmente, no gerenciamento dos custos de produção, e fornecendo ferramentas e consultoria. O foco é o aperfeiçoamento contínuo com base nas próprias experiências, incorporação de novas técnicas de produção, buscando uma melhor comercialização da produção e visualização de tendências antecipando ações.

Fonte: O Documento