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APOIO À SUINOCULTURA | Definição de preço mínimo ficou de fora

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Protesto com churrasco marcou dia em que governo anunciou medidas

Após um dia marcado por protestos, anúncios de medidas de apoio e um churrasco de carne suína em frente ao Ministério da Agricultura, em Brasília, produtores retornam insatisfeitos para as granjas. Um dos principais pedidos, a garantia de preço mínimo de referência, ficou na promessa.
Embora não fixe prazo, o governo federal está avaliando, em caráter excepcional, a definição desse valor para operações de subvenção de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) em R$ 2,30 o quilo vivo. A medida atenderia a Região Sul, com limite de 50 mil toneladas para cooperativas e agroindústrias que comprarem a carne diretamente dos criadores independentes. Também está em estudo o pagamento de R$ 0,40 ao produtor por quilo de carne vendida, via Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), adiantou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Estado, Valdecir Folador, vê como positivas as ações, mas sem benefício a longo prazo:
– Precisamos enxugar o mercado, aumentar a demanda do produto, medidas que resolvam a questão de renda para que o suinocultor tenha condições de continuar produzindo.
Para Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, é preciso pressionar para que o preço mínimo não fique só na promessa. Por isso, líderes voltam na próxima semana à Brasília para negociar.
angelica.sattler@gruporbs.com.br

ANGÉLICA SATTLER | BRASÍLIA

O reforço

As medidas de apoio:

– Prorrogação automática por seis meses dos vencimentos das dívidas de custeio. As parcelas de investimento passarão para um ano após o vencimento da última mensalidade.

– Linha Especial de Crédito (Lec) para a compra de leitão ao preço de R$ 3,60 o quilo. Foram liberados R$ 200 milhões, com taxas de 5,5% ao ano.

– Ampliação da linha de crédito para a retenção de matrizes para R$ 2 milhões, a juros de 5,5% ao ano, via Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013.

– Linha de crédito para financiamentos fora do sistema bancário, junto a cooperativas, cerealistas, fornecedoras de insumos e tradings – juros de 5,5% a.a.

Fonte: Zero Hora