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Ação conjunta entre produtores rurais e IEF recupera biomas em MG

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Foram recuperados mais de 13 mil hectares na região leste do Estado.
A recuperação vegetal afeta de forma positiva a disponibilidade de água.

Há dois anos, a área adquirida por Nelson Aleixo da Costa, produtor rural do município de Iapu, era ‘pelada’. Hoje, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) a classifica como matriz para a coleta de sementes. A evolução é fruto da parceria de Nelson com o Instituto, que tornou possível a recuperação do bioma no local.

O proprietário buscou o auxílio do IEF que, por meio do Projeto Estratégico de Conservação da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, disponibilizou mais de sete mil mudas de espécies nativas da região, adubo e formicida, além do apoio técnico. “O proprietário tinha que recuperar a reserva legal, uma ação cara. A área era de pastagem com braquiária, uma recuperação muito complicada também. Mas ele seguiu as orientações, plantou as mudas na época correta, fez tudo certinho”, conta o analista ambiental da Agência Avançada do IEF em Caratinga, Anderson Siqueira Teodoro.

Segundo ele, a recuperação foi tão bem-sucedida que já é possível fornecer sementes. “Hoje já estamos fazendo coleta de semente no local, das espécies pioneiras, para o plantio em outras áreas e produção de muda em viveiros. Ou seja, a área se tornou uma matriz para coleta de sementes. Agora também estamos começando o trabalho de enriquecimento de espécies”, relata.

De acordo com o chefe do Escritório Regional do IEF – Rio Doce, Edenilson Cremonini, a recuperação vegetal afeta de forma positiva a disponibilidade da água. “O IEF auxilia na recuperação das áreas e a contrapartida do produtor é a manutenção da área. Essa ação, entre tantos benefícios, aumenta a qualidade da água, a volta do ciclo hidrológico na propriedade”, destaca.

Em toda a região Leste já foi recuperada uma área de 13.024 hectares, desde 2008.

Bosque de pau-brasil

A propriedade de Assoir José Jorge da Rocha, em Ipanema, também recebeu o apoio do Instituto Estadual de Florestas. O local possui um pequeno bosque de pau-brasil, e as ações ajudaram a melhorar o desenvolvimento das árvores. “O solo ficou mais fértil, mais poroso, facilitando a introdução das raízes. Era uma área desprotegida, hoje não mais. Mudou a microfauna, a microflora, melhorou muito”, afirma Assoir, que fornece sementes do pau-brasil para o Instituto.

“O trabalho resultou em melhoria generalizada. Aves e animais que tinham desaparecido, voltaram; a mina aumentou o volume de água; e recuperamos a fertilidade do solo”, conta.

Fonte:  G1 Vales de Minas Patrícia Belo