Alta umidade limita colheita do milho no Rio Grande do Sul

O avanço nesta semana foi de 2 pontos percentuais para 35%, ante os 37% da média para esta época do ano

milho_grão (Foto: Ernesto de Souza/ Editora Globo)(Foto: Ernesto de Souza/ Editora Globo)

A alta relatividade do ar nas regiões produtoras prejudicou o avanço da colheita do milho no Rio Grande do Sul, segundo relato dos analistas da Emater/RS – Ascar, empresa de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.

A colheita evoluiu 2 pontos percentuais nesta semana e atingiu 35% da área cultivada, ante os 37% da média para o período nos últimos cinco anos.

Segundo os analistas, nas áreas colhidas na Metade Norte as produtividades obtidas, em torno de 7 mil quilos por hectare, “vêm confirmando e, em alguns casos, superando a expectativa inicial”.

As chuvas que atrapalham a colheita favorecem a melhoria das condições de umidade do solo para absorção da adubação de cobertura, proporcionando bom desenvolvimento das plantas em lavouras semeadas pós-colheita do fumo.

Os relatos de campo dão conta que o cenário é semelhante nas áreas de produção de leite onde foi implantada uma segunda safra de milho para silagem, onde também está sendo realizada a cobertura com nitrogênio.

O preço recebido pelos produtores ficou nesta semana em torno dos R$ 27,25/saca, em queda de 0,47% na semana. Em relação ao mês passado a alta foi de 1,11% e no ano a cotação recuou 7,28%. O valor é 18,12% inferior à média dos últimos cinco anos para o mês de fevereiro.

Soja

Na Metade Norte os produtores começaram a colher as variedades precoces, semeadas em setembro. Os analistas observam que o percentual colhido ainda é pouco expressivo, com produtividade média superior a 50 sacas por hectare.

Segundo eles, no Norte, de forma geral, o visual das lavouras impressiona pelo porte e carga de vagens, confirmando o bom potencial produtivo. Porém, técnicos observam que a definição dessa produção se dará em função da regularidade das precipitações nas próximas semanas.

A predominância é de lavouras na fase de enchimento de grãos (60% do total), o que exige atenção redobrada com relação ao desenvolvimento de doenças, principalmente a ferrugem, que está diagnosticada em diversas lavouras. A maioria dos produtores realizou duas aplicações de fungicida e alguns três aplicações.

No informativo semanal da Emater/RS, os analistas comentam que na Metade Sul a situação é de alerta, com significativo número de lavouras apresentando diminuição acentuada do potencial produtivo. “O mais preocupante é que, por parte da meteorologia, não há prognóstico de chuva expressiva para esta parte do Estado, diminuindo consideravelmente a possibilidade de recuperação, por mínima que seja, das lavouras.”

Arroz

Os relatos de campo informam que na parte Oeste do Estado, as lavouras de arroz começam a entrar em fase de maturação de forma mais acelerada. Os analistas contataram que 10% da área plantada atingiu esta fase, podendo ser colhidas a qualquer momento.

Em relação à colheita, a estimativa é que 1% do total implantado já se encontra foi colhido, com a produtividade girando ao redor dos 7,5 mil kg/ha, com alguns casos chegando a oito mil.” O percentual colhido poderia ser maior não fosse o atraso, devido a eventos climáticos, à época da semeadura. Na média dos últimos anos este deveria alcançar 5%.”

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural