AGRONEGÓCIOS – Primeiras lavouras de soja começam a ser colhidas no Estado

Produtividade inicial tem sido de 50 sacas por hectare nas Missões

Produtividade inicial tem sido de 50 sacas por hectare nas Missões

Embora com percentual ainda muito pequeno – menos de 1% -, a colheita da soja já foi iniciada no Rio Grande do Sul e deve se acentuar a partir de agora, segundo a Emater. Na região das Missões, em municípios como São Paulo das Missões, foram colhidas as primeiras lavouras do cedo, com produtividade de 50 sacas por hectare, e, no Alto Uruguai, a colheita do grão nas áreas com cultivares mais precoce e plantio mais do cedo também já começou.

As condições meteorológicas têm sido favoráveis à oleaginosa. A maior parte das plantações está em florescimento e formação do grão (80%), e as chuvas regulares, intercaladas com períodos de sol, contribuíram com o desenvolvimento das plantações. O monitoramento de pragas continua registrando baixa pressão de lagartas e percevejos, mas ainda assim os agricultores estão realizando tratamentos.

Na cultura do milho, os produtores aceleram a colheita, visando retirar a maior área possível, em razão do início da safra da soja, preferencial entre as culturas. As condições de tempo permitiram concluir os trabalhos nas primeiras áreas semeadas, com a produtividade entre 8,5 e 12 toneladas por hectare. A qualidade do produto colhido é muito boa, não apresentando índices significativos de grãos avariados.

Está em andamento final o plantio das áreas da safrinha, mesmo que fora do zoneamento agroclimático (lavouras semeadas no pós-fumo ou 2º plantio).No geral, as lavouras do milho do tarde germinaram e se desenvolvem muito bem, inclusive as plantadas em início de janeiro, que já estão recebendo a primeira adubação nitrogenada. Em relação ao milho para silagem (cerca de 350 mil hectares), a colheita segue para o seu término com rendimentos muito bons (entre 35 e 40 toneladas).

A lavoura arrozeira permanece com muito bom desenvolvimento, beneficiada pelas condições meteorológicas. Os produtores semearam recentemente as áreas danificadas com as enchentes do final de 2015, e esse atraso no plantio ocasionou falta de uniformidade nos estágios das lavouras. Mesmo assim, isso não deverá diminuir a produtividade média prevista para a cultura.

MAURO MATTOS/ARQUIVO/PALÁCIO PIRATINI/JC

Fonte : Jornal do Comércio