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AGRONEGÓCIOS – Languiru faz aposta em inovação para vencer crise

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Após Leite Compensado, empresa investiu em QR-Code nas caixas

Após Leite Compensado, empresa investiu em QR-Code nas caixas

O ano de 2017 aponta para uma rápida recuperação do agronegócio brasileiro, após pelo menos dois anos de fortes abalos. Entre operações de fiscalização e instabilidade nos preços praticados nos insumos, poucas empresas ligadas às cadeias de carne e leite saíram ilesas da crise. Com maior estabilidade, o momento é de busca por artifícios que permitam recuperar perdas e também credibilidade.

No momento, parte dos laticinistas está focado em demonstrar ao consumidor a qualidade de seus produtos como maneira de superar a Operação Leite Compensado, que abalou o setor durante 2016 e teve desdobramentos ainda este ano. "É importante estabelecer uma agenda positiva no setor que nos últimos anos esteve permeado por escândalos", avaliou o diretor-presidente da SIG Combibloc das Américas, Ricardo Rodriguez, durante o evento de lançamento mundial de um novo sistema de rastreabilidade de produtos lácteos, desenvolvido pela empresa de embalagens e lançado pela cooperativa Languiru na tarde de ontem, em Teutônia.

Com a novidade será possível averiguar a procedência e até mesmo a composição de cada caixa de leite através de um QR-Code específico para cada embalagem. O presidente da cooperativa, Dirceu Bayer, ressalta que a Operação Leite Compensado atingiu bruscamente o setor, já que a credibilidade do leite gaúcho foi posta em xeque. "Chegou ao ponto de um tradicional cliente do Paraná colocar uma faixa sinalizando que não utilizava mais leite gaúcho em sua propriedade", lamentou. A expectativa é que com o novo sistema seja possível reaver a confiança abalada, mesmo que a cooperativa não tenha sido implicada de maneira direta na operação.

Com a perspectiva de um aumento de demanda gerado pelo novo programa e também pela recuperação econômica, Bayer arrisca pensar maneiras de evitar o retorno de oscilações de preço da alimentação animal, que abalaram o setor nos últimos dois anos. Baseado em modelo adotado recentemente pelo governo estadunidense, o presidente da cooperativa analisa que, talvez, fosse melhor em um início de safra negociar diretamente com o produtor e garantir preço mínimo por insumos como milho, usado na alimentação de gado suíno e de aves. Nos Estados Unidos, a parte da garantia ficou a cargo do governo. Na avaliação do presidente, a crise brasileira se deu pela falta de controle de estoque regulador por parte do Companhia Nacional de Abastecimento, entre outros fatores.

Essas não foram as únicas questões a abalar o agronegócio nos últimos tempos. A Operação Carne Fraca, deflagrada em março deste ano, também criou clima de incerteza na cadeia produtiva, mesmo que em menor escala. A Languiru projeta que constantemente 40 contêineres com seus produtos estão no mar como exportações e no momento do anúncio da operação não foi diferente. Cerca de 80% do mercado externo da cooperativa, por outro lado, é composto pelos Emirados Árabes, que suspenderam momentaneamente as importações apenas das empresas diretamente envolvidas, o que não causou impacto na empresa. "Aos poucos, a credibilidade dos produtos do Estado está sendo recomposta", conclui. A intenção de Bayer é, em um futuro próximo, utilizar a tecnologia das embalagens de leite também na produção de carne da cooperativa.

Mapa confirma verba para o seguro rural neste semestre

O calendário de liberação dos recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), referente ao primeiro semestre deste ano, não sofrerá qualquer mudança. A informação é esperada para hoje, durante reunião do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, com representantes do setor.

Segundo ele, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) garantiu a liberação de R$ 90 milhões para subvenção ao prêmio do seguro rural até o mês de junho.

Esses recursos já haviam sido aprovados pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) no final de janeiro. O valor será utilizado para subvencionar principalmente apólices contratadas para as culturas do milho 2ª safra e trigo.

"Apesar de toda a dificuldade enfrentada pelo governo federal para equilibrar as contas públicas, conseguimos manter a programação definida na Resolução nº 52 do Comitê Gestor. Isso trará maior segurança para aqueles produtores que pretendem contratar o seguro e pleitear a subvenção federal através do PSR", disse Geller.

LANGUIRU/LANGUIRU/DIVULGAÇÃO/JC

Carolina Hickmann, de Teutônia

Fonte : Jornal do Comércio