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AGRONEGÓCIOS – Condições das pastagens favorecem os rebanhos

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Oferta de pasto tem apresentado constância e tendência de manutenção, com alta produção de forragem

Oferta de pasto tem apresentado constância e tendência de manutenção, com alta produção de forragem

As condições de pastagens são satisfatórias para a época, e os rebanhos no Estado, segundo a Emater, estão mantendo uma excelente condição corporal. Terneiros ganham peso rapidamente, com bom desenvolvimento.

O clima é favorável à produção de forragem das pastagens naturais, e a oferta de pasto tem apresentado constância e tendência de manutenção. A suplementação dos rebanhos vem sendo realizada com sal mineral e sal comum.

Quanto à reprodução, em poucos rebanhos ainda há os touros nos rodeios de cria, apenas complementando a temporada de monta. Outros com estação mais curta, mais cedo já retiraram os reprodutores. A percentagem de cios é considerada boa e há perspectivas de boas taxas de prenhez.

O preço da carne e dos bovinos de corte continua estável, com pouca comercialização em função do feriado de Carnaval. Os preços estáveis e a abundância de pastagens estimulam que o produtor mantenha o gado por mais tempo na propriedade, o que possibilitará um melhor acabamento das carcaças. Os produtores estão apreensivos para fazer reposições.

Para o rebanho leiteiro, a disponibilidade de forragem está excelente, tanto em campo nativo como em pastagens cultivadas. As pastagens anuais de verão (capim sudão, sorgo, milheto) já demonstram menor rebrote e sinal de final de ciclo. Entretanto, as pastagens perenes de verão (tifton e aries), devido às boas condições climáticas de chuva e calor, continuam com bom desenvolvimento e excelente rebrote, proporcionando pastejo aos rebanhos.

Se as condições para a produção são favoráveis, a condição de comercialização do leite não apresenta o mesmo quadro positivo. De maneira geral, há uma redução entre 15 e 20% no preço pago pelo leite ao produtor em relação ao início do segundo semestre de 2016. Mesmo com bonificações de qualidade e quantidade, o preço base apresentou redução. As empresas alegam que há aumento na produção e redução no consumo, o que é normal para a época do ano.

Em geral, os produtores estão reduzindo a oferta de concentrados em função da disponibilidade de forragens, para reduzir os custos. O valor pago pelo litro de leite teve leve melhora em todas as empresas, e maior parte dos produtores recebe entre R$ 0,90 e R$ 1,25 o litro, e preço médio de R$ 1,11 o litro. Os preços da ração têm se mantido estáveis, com leve redução de R$ 1,00 a R$ 2,00 a saca, reflexo da queda do milho e da soja.

ABA/DIVULGAÇÃO/JC

Fonte : Jornal do Comércio