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Agronegócios – Cepea vê baixo comércio de laranja

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No mercado interno, o preço da variedade de mesa atingiu uma média de R$ 19,30 por caixa de 40,8 kg, na semana passada, uma elevação de 3%

Entrada de frutas ainda miúdas no mercado tem pressionado preços

Entrada de frutas ainda miúdas no mercado tem pressionado preços
Foto: Dreamstime

São Paulo – A comercialização de laranjas no mercado de mesa está lenta, devido ao período de final de mês, quando a procura costuma diminuir, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) .

No entanto, os produtores consultados pelo Cepea relataram que o menor número de frutas com qualidade próxima à demandada por este segmento tem elevado os valores da laranja pera.

A pesquisa aponta que o preço da variedade teve média de R$ 19,30 por caixa de 40,8 kg, na árvore, na última quinta-feira (26). A cifra representa alta de 3% frente à média do dia 19. Já as cotações da lima ácida tahiti despencaram nos últimos dias. De acordo com colaboradores do Cepea, embora a oferta siga restrita em São Paulo, a entrada de frutas ainda miúdas no mercado tem pressionado os valores. Além disso, o mercado in natura não teria absorvido os volumes disponibilizados a preços mais elevados na semana terminada em 20 de outubro – cerca de R$ 80/ caixa de 27 kg.

Nesse cenário, o valor médio da variedade alcançou, na semana passada, R$ 63,54 por caixa de 27 kg colhida. O montante reresenta expressivo recuo de 26,3% em relação à média da semana anterior.

Sanidade

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou ontem um alerta sobre o crescimento da presença do inseto causador do greening, uma doença que está presente em todas as regiões citrícolas de São Paulo e pomares de Minas Gerais e Paraná.

Segundo o Fundecitrus, em setembro, a população do psilídeo Diaphorina citri aumentou 115% ante agosto. O dado tem como base o Sistema Alerta Fitossanitário do Fundecitrus, que monitora a presença do inseto transmissor do greening (huanglongbing/HLB) em armadilhas instaladas em todo o parque citrícola paulista e mineiro. "Altos índices de psilídeos elevam as chances de transmissão da doença para plantas de citros saudáveis", observa a entidade, em nota.

Em comparação com agosto e setembro do ano passado, o aumento na captura do inseto foi de 81%.

Segundo o pesquisador do Fundecitrus, Marcelo Miranda, os números refletem a maior ocorrência de brotações neste ano. "Picos no final do inverno e início da primavera acontecem anualmente devido ao aparecimento dos brotos nas plantas, contudo, a incidência de brotações em agosto e setembro de 2017 foi 50% maior do que no mesmo período do ano passado", explica.

Ele afirma que o controle do psilídeo deve ser intensificado. "A recomendação é que os citricultores fiquem atentos aos alertas emitidos pelo Sistema e mantenham a regularidade das aplicações enquanto a população de psilídeos estiver alta", acrescenta.

O Alerta Fitossanitário irá emitir comunicados aos produtores nos períodos de alta população de psilídeos. Um controle coordenado conjunto está em andamento nas regiões de Araraquara, Avaré, Bebedouro, Casa Branca, Franca, Frutal, Itapetininga, Lins, Novo Horizonte e Santa Cruz do Rio Pardo, no interior paulista.

Da redação

Fonte : DCI