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Agronegócio se coloca à disposição das PPPs para ajudar o desenvolvimento de MT

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O encontro teve a presença de secretários de Estado e de representantes do setor empresarial, assim como especialistas em administração, para ampliar o debate sobre estratégias de gestão pública.

A parceria público-privada nunca foi tão necessária a Mato Grosso e ao país como no momento e o setor do agronegócio do Estado coloca-se inteiramente à disposição para contribuir com esta modernização administrativa. Foi assim que se posicionou o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado, durante sua participação no Seminário Mato Grosso: Transformação e Oportunidades, promovido pelo governo estadual e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) na manhã desta terça-feira (26/08), em Cuiabá. O encontro teve a presença de secretários de Estado e de representantes do setor empresarial, assim como especialistas em administração, para ampliar o debate sobre estratégias de gestão pública.

Para o desenvolvimento de Mato Grosso, a logística, sobretudo de infraestrutura de estradas, é apontada como um dos principais entraves e, na opinião de Rui Prado, maior representante dos produtores rurais do Estado, não é possível mais resolver a questão sem a atuação da iniciativa privada.

“A chave da transformação são as parcerias público-privadas e eu aqui estou falando em nome dos empresários. Eu acredito que um estado, um país é do tamanho que a gente quer que ele seja. Se nós precisamos de um país com mais estradas, temos que fazer nossa parte também, além do que já se faz quando se paga impostos”, declarou Prado durante sua participação como debatedor do painel Mato Grosso e o Brasil Central: Transformação e Oportunidades.

A produção agropecuária de Mato Grosso, única atividade no país que vem apresentando crescimento econômico, é considerada como o principal caminho das oportunidades que o Estado detém, sobretudo quanto à expansão da indústria. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a transformação do Estado precisa passar, necessariamente, pela instalação de parques industriais, pois apenas o mínimo do que é produzido acaba sendo beneficiado no Estado.

Prado citou que dos poucos mais de 20 milhões de toneladas de milho, por exemplo, apenas 1% é industrializado em Mato Grosso. Quanto ao montante de soja, 30% são esmagados no Estado e viram óleo. Do algodão, apenas 5% vão para indústria local. “Nós temos aqui justamente a oportunidade, porque temos essa grande produção e, ao mesmo tempo, a carência de mão-de-obra, de energia – que ao mesmo tempo que são desafios, também são oportunidades de investimento, desenvolvimento. Assim que houver indústria teremos maior renda, mais emprego e a verdadeira transformação que o Estado precisa”, alertou.

Um dos momentos mais esperados do seminário foi a participação de Jorge Gerdau, presidente do Conselho do MBC e um dos maiores empresários do ramo da siderurgia brasileira, que traçou um cenário das deficiências brasileiras diante da velocidade das transformações globais. “Por tudo que já foi dito aqui, está claro que Mato Grosso simboliza um espaço importante no balanceamento da situação do país. Mas o Brasil fez extremamente pouco nesse cenário de mudanças que vive o mundo. O país trabalha no regime de apagar incêndio. E hoje, qualquer análise precisa levar em conta o cenário mundial para superar os atrasos nos mais diversos campos, principalmente quanto à infraestrutura e o emprego de tecnologia”, ponderou.

A ideia também é compartilhada por Rui Prado, principalmente quanto à atenção do governo federal ao Estado. “Mato Grosso tem feito muito pelo Brasil e o Brasil tem feito quase nada por Mato Grosso. Não vamos ficar chorando, vamos fazer nossa parte”, finalizou.

O debate durou toda a manhã, com a participação do vice-governador do Estado, Cárlos Fávaro, representando o governador Pedro Taques, acompanhado dos secretários de Infraestrutura, Marcelo Duarte, de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, de Educação, Permínio Pinto, entre outros.

Fonte : EXPRESSOMT