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Agronegócio catarinense em risco (Moacir Pereira)

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O modelo catarinense do agronegócio está ameaçado. Se não surgirem medidas oficiais urgentes, a produção de aves e suínos pode entrar em colapso. Motivo: os preços dos insumos, especialmente do milho, subiram tanto que a atividade está ficando antieconômica. Agravou-se dramaticamente com a longa estiagem nos Estados Unidos e o aumento do frete para transporte de GRÃOS do Centro-Oeste brasileiro para o Oeste catarinense, por conta da nova lei dos motoristas. Com o saco do milho cotado a R$ 32, não há como criar aves e suínos, dizem os produtores e as agroindústrias.

Este cenário desastroso foi apresentado na reunião da Câmara de Desenvolvimento da Agricultura da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). O mercado catarinense produz 2 milhões de toneladas de milho. Precisa importar mais de l milhão. O Mato Grosso tem hoje, estocados, cerca de 2 milhões. A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) já montou um esquema para transferir o insumo a Santa Catarina. Fez três leilões, mas não aparecem interessados. Volta a leiloar o transporte hoje, mas há ceticismo no setor.

Um documento será enviado a presidente Dilma Rousseff (PT), ministros e ao governador Raimundo Colombo (PSD). Foi aprovado na reunião da Fiesc, presentes os dirigentes das Federações ligadas ao setor agrícola. O documento enfatiza, com todas as letras, que o momento é "gravíssimo".

Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA – SC | POLÍTICA