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AGRICULTURAPECUÁRIA BALANÇO – Agronegócio exporta US$ 9,11 bilhões em julho

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Egito, Venezuela, China, Países Baixos e Estados Unidos, principais destinos, importam US$ 4,66 bilhões do montante

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Egito e Venezuela aparecem entre os cinco principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro no primeiro mês do segundo semestre deste ano, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na manhã desta segunda, dia 17. As vendas externas de produtos agropecuários brasileiros para esses dois países, além de China, Países Baixos e Estados Unidos, somaram US$ 4,66 bilhões. O valor representa 51,1% das exportações do mês, que totalizaram US$ 9,11 bilhões. Os dados constam do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat).

China

A China ficou com a primeira posição, com o montante de US$ 2,92 bilhões. O valor representa umincremento de 19,4% em comparação aos valores de julho do ano passado, que foi de US$ 2,45 bilhões. Com esse aumento, causado pela expansão das vendas de soja em grãos e carne bovina, a participação chinesa nas exportações do agronegócio brasileiro elevou-se de 25,5% para 32,1%.

O complexo soja foi o principal setor exportador, com US$ 2,47 bilhões. Os produtos florestais ficaram em segundo, com US$ 185,26 milhões, sendo US$ 169,65 milhões de celulose, US$ 9,40 milhões de papel e US$ 6,21 milhões de madeira. Em terceiro, ficaram as carnes, com US$ 127,39 milhões, sendo US$ 69,51 milhões de carne de frango, US$ 57,27 milhões de carne bovina e US$ 610,08 mil de carne suína.

Países Baixos

Os Países Baixos ficaram na segunda posição do ranking, com a cifra de US$ 609,91 milhões. O setor mais exportado para o país foi o complexo soja, com US$ 317,77 milhões. O produto de destaque foi a soja em grãos, com US$ 160,15 milhões. Em seguida, ficou o farelo de soja, com US$ 157,59 milhões e o óleo de soja, com US$ 27,74 mil.

Os produtos florestais ocuparam a segunda posição, com US$ 106,67 milhões. Deste valor, US$ 102,65 milhões foram de celulose e US$ 4,02 milhões de madeira. Em seguida ficaram as carnes, com US$ 66,96 milhões, sendo US$ 46,46 milhões de carne de frango, US$ 12,66 milhões de carne bovina, US$ 7,77 milhões de carne de peru e US$ 63,98 mil as demais carnes e miudezas.

Estados Unidos

Na terceira posição do ranking, os Estados Unidos foram responsáveis pelo montante de US$ 582,54 milhões. Os produtos florestais foram destaque, com US$ 200,77 milhões. No setor, a celulose ficou em primeiro lugar, com US$ 96,75 milhões, seguida pela madeira com US$ 86,69 milhões e papel, com US$ 17,33 milhões.

O café ficou em segundo lugar, com US$ 113,36 milhões, sendo US$ 105,40 milhões de café em grãos e US$ 7,96 milhões de extratos de café. O complexo sucroalcooleiro foi o terceiro principal setor, com US$ 60 milhões, sendo US$ 43,80 milhões de álcool e US$ 16,20 milhões de açúcar.

Venezuela

A Venezuela ficou na quarta posição, com US$ 282,51 milhões. O setor de carnes foi o destaque das exportações para aquele país, e suas vendas somaram US$ 129,43 milhões. Deste valor, US$ 81,54 milhões foram de carne bovina e US$ 47,90 milhões de carne de frango. O açúcar ficou na segunda posição, com US$ 46,91 milhões e em terceiro, ficaram os produtos lácteos, com US$ 38,06 milhões.

Egito

Na quinta posição, o Egito comprou US$ 260,84 milhões em produtos agropecuários brasileiros. O principal item negociado foi o açúcar, com a soma de US$ 71,78 milhões. Em seguida, destacaram-se as carnes, com US$ 71,24 milhões. No setor, as vendas de carne bovina alcançaram a cifra de US$ 59,67 milhões. A carne de frango somou US$ 11,46 milhões e a carne suína, US$ 106,54 mil. O terceiro setor em valor exportado foi o de cereais, farinhas e preparações, com US$ 61,80 milhões.

Acumulado do ano
De janeiro a julho de 2015, a China também ocupou a primeira posição, com US$ 14,67 bilhões. Em seguida, ficaram os Estados Unidos, com US$ 3,72 bilhões e Países Baixos, com US$ 2,94 bilhões. Na quarta posição ficou a Alemanha, com US$ 1,63 bilhão e na quinta, a Rússia, com US$ 1,37 bilhão.

Balança comercial

A balança comercial brasileira registra saldos positivos desde março, acumulando superávit de US$ 4,59 bilhões de janeiro a julho, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A melhora de desempenho nos últimos meses decorre, em grande parte, do aumento das vendas de produtos agropecuários para compensar a queda de preços no exterior.

Nos sete primeiros meses de 2015, comparados ao mesmo período de 2014, registram-se casos de desvalorizações que chegaram a desestimular vendas tradicionais como as do complexo soja. O Brasil embarcou 40,69 milhões de toneladas de soja em grão – 7,5% a mais que em igual período do ano passado –, mas a receita obtida, de US$ 15,73 bilhões, foi 18,4% menor, porque o preço médio diminuiu de US$ 509 para US$ 386 por tonelada.

Milho em grão teve expressivo aumento de 83,8% nas exportações, de modo a compensar a defasagem de -8,87% na média dos preços internacionais, que caíram de US$ 201,97 para US$ 184,06 por tonelada. A queda de preços também afetou a comercialização de carnes, que somaram US$ 8,4 bilhões no período, dos quais 49,3% correspondem a carne de frango e 38,1% a bovina.

As exportações de carne de frango cresceram 5,2% em quantidade. Entretanto, a retração no preço médio (de US$ 1.974 para US$ 1.731 por tonelada) resultou na redução de 7,7% na receita do produto. A carne bovina teve queda de 21,4% na receita, que caiu de US$ 4,07 bilhões para US$ 3,20 bilhões, tanto por causa do preço, que baixou de US$ 4.611,19 para US$ 4.307,30 por tonelada, quanto pela redução de 17% nas vendas externas.

O complexo sucroalcooleiro também registrou queda de 15,7% na receita de US$ 4,68 bilhões, embora a quantidade exportada tenha sido igual, de 13,3 milhões de toneladas. Isso ocorreu porque o açúcar, responsável por 91,4% do valor exportado (US$ 4,28 bilhões), teve o preço médio reduzido de US$ 394 para US$ 337 por tonelada.

Entre os principais produtos de exportação do agronegócio, só o café teve cotação para cima. O preço médio do café em grão, por exemplo, passou de US$ 2.801,70 para US$ 2.949,49 por tonelada (+5,27). Com isso, mesmo com a queda de 1,1% no volume exportado, a receita somou US$ 3,62 bilhões, com ganho de 3,8% no saldo.

Os preços externos estão desvalorizados para quase todas as commodities (produtos básicos com cotação internacional, principalmente agrícolas e minerais). Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram quedas de 51,04% para ferro e seus concentrados, de 48,48% para petróleo bruto, de 23,58% para alumínio e seus derivados, bem como de 9,33% para cobre e seus agregados.

Fonte : Canal Rural