AGRICULTURANOTÍCIASSOJA – ABERTURA DE MERCADO – Soja cai 2% na semana com previsão de volta das chuvas no Brasil

Fonte:Marcelo Lara/Canal Rural

 

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira, dia 20, em queda. O mercado abriu ainda sendo sustentado pelos sinais de boa demanda pela soja americana. No entanto, ao longo do dia as questões climáticas voltaram a ser priorizadas.

A previsão de chuvas para as regiões mais secas do Brasil nas próximas semanas impactou negativamente sobre as cotações. As precipitações devem retornar ao Mato Grosso e a Goiás. Para o mercado, estas chuvas garantirão a umidade necessária para o plantio deslanchar nestes dois estados, mesmo com a possibilidade de replantio em algumas áreas.

Nos Estados Unidos, a colheita já passa da metade e a perspectiva é de condições que assegurem uma boa evolução. A safra recorde projetada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve se confirmar, aumentando a oferta mundial da oleaginosa. Na semana, o vencimento de novembro acumulou perdas de 2,15%.

No Brasil, o mercado encerrou a semana pouco movimentado. Os preços domésticos tiveram redução em algumas regiões e as perdas só não foram maiores por conta da alta do dólar. Desta forma, ainda sem atratividade nas cotações, os negócios permanecem escassos e o foco permanece no plantio, que já atinge 18,5% da área.

Para esta semana, a expectativa fica nos relatórios de avanço dos trabalhos de campo nos EUA e condições das lavouras, que serão divulgados na tarde desta segunda-feira, dia 23.

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Passo Fundo (RS): 68,00

  • Cascavel (PR): 66,50

  • Rondonópolis (MT): 62,00

  • Dourados (MS): 63,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 71,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 71,50

  • Santos (SP): 71,50

  • São Francisco do Sul (SC): 71,00

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Novembro/2017: 9,78 (-7,75 cents)

  • Janeiro/2018: 9,89 (-7,75 cents)

Fonte: Safras & Mercado

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho registrou preços mais baixos. O mercado operou com ganhos, mas reverteu, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecida pelo clima. A expectativa de melhora do clima no Brasil para o plantio de milho, diante do retorno das precipitações, também contribuiu para a queda. Na semana, o contrato dezembro acumulou queda de 2,34%.
Já o mercado brasileiro de milho encerrou a semana sem apresentar grandes novidades. A comercialização segue bastante lenta e o produtor ainda opta por negociar soja neste momento, deixando a comercialização do milho relegada ao segundo plano. Algumas empresas ainda encontram dificuldades na composição de seus estoques.

Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Rio Grande do Sul: 32,50

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 32,50

  • Mato Grosso: 19,00

  • Porto de Santos (SP): 29,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 28,00

  • São Francisco do Sul (SC): 28,00

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Dezembro/2017: 3,44 (-4,50 cents)

  • Março/2018: 3,58 (-4,25 cents)

Fonte: Safras & Mercado

Café

Em Nova York,  o café arábica encerrou as operações da sexta-feira com preços mais baixos. As cotações foram pressionadas no dia por fatores técnicos, com os investidores vendidos atuando fortemente e determinando as perdas.
O mercado físico de café começou mais movimentado, refletindo a alta do dia anterior e os cafés fracos deram sequência aos negócios. Porém no período da tarde mercado sentiu a queda na bolsa e as negociações diminuíram. As cotações cederam um pouco e os cafés mais finos abriram em relação a ideia de compra e venda. 
No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 0,9%.

Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 455-460

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 460-465

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 375-380

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) (cents por libra-peso)

  • Dezembro/2017: 125,25 (-1,60 pontos)

  • Março/2018: 129,00 (-1,60 pontos)

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

A moeda norte-americana voltou a se aproximar de R$ 3,20, atingindo o maior nível desde o fim de setembro. O dólar encontra suporte na aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos de um plano, que prevê acréscimo de US$ 1,5 trilhão no déficit do país durante 10 anos para financiar investimentos e infraestrutura. Isso abre a possibilidade do presidente, Donald Trump, avançar com a reforma tributária e aumenta as chances do Federal Reserve (FED), que é o banco central americano, elevar os juros em dezembro.
A câmbio perdeu um pouco de força no meio da tarde. O que pesou no movimento foi a expectativa de entrada de recursos e os sinais de melhora da economia brasileira. As ameaças contra o presidente Michel Temer diminuíram, o que aumenta a chance da votação da reforma da previdência ainda esse ano.
O dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 3,190, com alta de 0,44%. Já o Ibovespa encerrou com alta de 0,14%, aos 76.390 pontos. O volume negociado foi de R$ 7,878 bilhões.

Boi

O mercado físico do boi gordo ficou com preços predominantemente mais baixos. Os frigoríficos seguem testando o mercado e mesmo com preços mais baixos, eles têm conseguido uma boa frente em suas escalas de abate.
O lento escoamento da carne bovina entre as cadeias dá respaldo à estratégia dos frigoríficos. Essa dinâmica pode mudar apenas na primeira quinzena de novembro.
O mercado atacadista refletiu as perdas do boi gordo. A reposição segue bastante lenta, enquanto frigoríficos mantêm suas câmaras satisfatoriamente abastecidas.
Durante a semana, o anúncio da paralisação das compras pelo frigorífico JBS em Mato Grosso do Sul fez com que o mercado perdesse fôlego. A quantidade de negócios despencou. As praças pecuárias de São Paulo, Goiás e Minas Gerais puxaram o freio de mão.
Segundo a Scot Consultoria, o último bimestre do ano é caracterizado pelo aumento nos preços do boi gordo. De 2007 a 2016, em média, de outubro a novembro, a cotação da arroba subiu 3,5%. Neste mesmo período, de novembro a dezembro, em média,o valor do boi gordo caiu 1,5% em São Paulo. Portanto, historicamente há espaço para uma elevação nos preços.

Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba)

  • Araçatuba (SP): 139,00

  • Belo Horizonte (MG): 133,00

  • Goiânia (GO): 130,00

  • Dourados (MS): 132,00

  • Mato Grosso: 125,00-129,00

  • Marabá (PA): 129,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,25 (kg)

  • Paraná (noroeste): 137,00

  • Tocantins (norte): 127,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Previsão do tempo

Sul

O tempo volta a ficar firme em grande parte do Sul nesta segunda-feira, devido a uma forte massa de ar frio, que ajuda a inibir a formação de nuvens de chuva. Além disso, essa massa deixa as temperaturas mais baixas, com risco até mesmo para geada nas partes mais altas das serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além da campanha gaúcha. Ainda chove no leste e norte do Paraná, mas de maneira fraca e isolada.

Sudeste

A chuva perde força em São Paulo, mas ainda tem condições para pancadas moderadas ao longo do dia pelo estado e volumes elevados entre a região de Registro (SP) e o Vale do Paraíba, passando pela grande São Paulo e litorais.
Há previsão para temporais entre o sul e oeste de Minas, o Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo, ainda devido ao sistema frontal na costa fluminense. As temperaturas diminuem mais entre a capital e o litoral de São Paulo.

Centro-Oeste

Um corredor de umidade ainda mantém as condições para chuva em grande parte da região. Desta vez a possibilidade para chuva mais forte aumenta no sul de Goiás e no norte do Mato Grosso. O tempo volta a ficar firme no sudoeste de Mato Grosso do Sul e as temperaturas ficam baixas para esta época do ano no extremo sul deste estado, devido a uma massa de ar frio que alcança essa região.

Nordeste

A chuva diminui ainda mais no Nordeste, pois uma área de alta pressão atmosférica na costa da Bahia inibe a formação de nuvens no estado. Desta vez chove de maneira fraca e isolada nas praias desde Sergipe até Rio Grande do Norte, por conta da umidade que vem do mar. Nas outras áreas, o tempo fica firme.

Norte

A chuva segue forte no oeste da região, devido a um corredor de umidade. Não chove em parte do leste do Pará e em na maioria das áreas de Tocantins. No restante das áreas, a previsão é de pancadas de chuva.

Somar Meteorologia

Fonte:  Canal Rural