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AGRICULTURA – MERCADO – O que você precisa saber nesta quarta-feira

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Fonte:Pixabay/Divulgação

Confira as principais notícias sobre dólar e mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Dólar
O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira, 20, com avanço de 1,27%, cotado a R$ 3,331. A rejeição do texto da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado gerou mau humor entre os investidores. A leitura é que tanto esse projeto quanto a Reforma da Previdência estão em risco de não serem aprovadas no Congresso, o que colocaria em xeque o programa de ajuste fiscal do governo. A moeda chegou a atingir a máxima de R$ 3,345.

Economia
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trouxe informações positivas sobre o mercado de trabalho. Em maio o Brasil abriu 34.253 novos postos de trabalho, esta foi a terceira vez no ano que o país registrou mais vagas abertas do que fechadas. E mais uma vez a agropecuária foi importante para o resultado, já que foi o setor que mais contribuiu para a criação de vagas. Desde o começo do ano, o setor agropecuário acumula um salto positivo de 77 mil postos de trabalho – o total de admissões no período foi de 457.620, contra 380.590 desligamentos.

Previsão do tempo
Neste primeiro dia do inverno o destaque é a sensação de frio nas primeiras horas do dia, por causa de uma massa de ar mais seco e frio que avança a partir do interior da região Sul. Agora a possibilidade para formação de geadas é bem menor e se ocorrer será em pontos mais altos e isolados dos três estados, no entanto os termômetros não apresentam valores tão extremos como os registrados no dia anterior.  O ar seco também inibe a formação de nuvens carregadas e durante a tarde a presença do sol permite que as temperaturas máximas fiquem um pouco mais elevadas. As instabilidades ficam concentradas entre o nordeste de Santa Catarina e o leste do Paraná.

As temperaturas mínimas do Rio Grande do Sul nesta madrugada foram registradas em Jaguarão (1,6°C), São José dos Ausentes (2,6°C) e Cambará do Sul (3,1°C). Até o momento não houve relatos de geadas em áreas agrícolas.

No Sudeste essa massa de ar frio avança e deixa as temperaturas mais baixas, no interior da região o tempo fica firme. Ao mesmo tempo, a ação de ventos úmidos mantêm a condição de chuva fraca desde o vale do ribeira, em São Paulo, até o Espírito Santo, atingindo também o extremo nordeste de Minas Gerais.

O tempo permanece firme e com predomínio de sol em todos os estados do Centro-Oeste. As temperaturas da manhã ficam mais baixas, especialmente entre o leste de Mato Grosso do Sul e o sul e leste de Goiás, além do Distrito Federal. Durante a tarde o calor predomina em boa parte da região e a umidade relativa do ar cai bastante no norte de Mato Grosso na parte da tarde.

As instabilidades seguem concentradas sobre o leste e norte do Nordeste, especialmente nas áreas litorâneas, mas já alcançam também o agreste e sertão. A chuva ganha intensidade entre o Rio Grande do Norte e o Maranhão, principalmente na costa. Também chove de forma mais pesada no litoral da Bahia. No interior nordestino o sol ainda predomina entre algumas nuvens. As temperaturas caem no centro e sul da Bahia, na parte da manha e tarde.

No Norte as instabilidades continuam sobre a faixa norte da região, onde ocorrem pancadas de chuva alternadas com períodos de melhoria desde o norte do Amazonas até o nordeste do Pará. Já o sul da região, o tempo permanece firme e com predomínio de sol. Pela manhã faz um pouco de frio ainda entre o Acre, Rondônia e sul do Tocantins, mas durante a tarde, a sensação térmica já é mais elevada.

Nesta terça feira três dos principais institutos meteorológicos confirmaram que a incidência do fenômeno El Niño foi descartada para o segundo semestre. A Somar Meteorologia indica que o meio do ano terá a inflência de uma neutralidade climática com viés positivo.

Soja
O mercado interno de soja permaneceu com ritmo lento nas diversas regiões do país. A oleaginosa teve um dia de baixas na bolsa de Chicago, o que netralizou a forte alta do dólar. Com cotações ainda abaixo do esperado pelos produtores rurais, poucos negócios foram registrados.

Para as lavouras americanas, os boletins meteorológicos indicam temperaturas amenas e maior umidade nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento da safra. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que 67% das lavouras estão entre boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins.

Milho
Nesta terça-feira foram reportados alguns negócios de milho, no entanto essa comercialização continua sendo em volumes menores. A intensificação da colheita no país deve pressionar ainda mais od preços. Em Mato Grosso a colheita atingiu 12%, o tempo seco foi um dos motivos que contribuíram para esse avanço nos trabalhos de campo. Comparada à safra anterior, a colheita está adiantada. Os produtores do estado estão focados no próximo leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que acontece nesta quinta-feira, 22. O preço no porto de Paranaguá, no Paraná, é cotado entre R$ 29 e R$ 29,50.

Os analistas também aguardam o relatório trimestral de estoques, que será divulgado pelo USDA na sexta-feira, dia 30. A expectativa é que os dados tragam novidades nas tendências de preços para o milho no curto prazo.

Café
As cotações do café arábica na bolsa de Nova Iorque caíram bastante nesta terça-feira. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os boletins meteorológicos indicando que não há risco de geadas nas áreas cafeeiras e o bom avanço da colheita no Brasil foram alguns dos fatores que contribuíram para a baixa. Os altos estoques do produto junto aos importadores (EUA somam 7,1 milhões de sacas, o maior volume desde 1994) também colaborou com a queda. De modo geral o sentimento negativo da bolsa foi mais forte que a alta do dólar e os preços no mercado físico caíram.

Boi
O mercado do boi gordo voltou a apresentar pressão de queda nos preços ao longo do dia. A Scot Consultoria indica que a oferta de boiadas nesta segunda quinzena do mês, mesmo não sendo abundante, tem sido suficiente para atender a demanda das indústrias.

  • Francielle Bertolacini, com informações da Safras & Mercado
  • Fonte : Canal Rural