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Agricultura familiar brasileira consegue prospecção de R$ 7 milhões em negócios na Saitex

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Três dias de contatos, conversas e de prospecção de negócios para a agricultura familiar, que chegarão a R$ 7,2 milhões nos próximos 12 meses. A Saitex – Feira Internacional da África do Sul chega ao fim com um saldo positivo da participação brasileira no evento. Ao todo, foram feitos 203 contatos, sendo 75 de relevância para futuros negócios. Considerada o maior evento de negócios multissetorial do continente africano, a feira proporcionou aos produtores brasileiros a promoção da exportação dos produtos do Brasil, a experiência em rodadas de negócios internacionais e a abertura para mercados da índia, Moçambique, Angola, China, entre outros.

Oito empreendimentos da agricultura familiar estiveram na feira, entre os dias 25 e 27 de junho, com o apoio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). A empresas e cooperativas familiares foram selecionadas por meio de chamada pública e atenderam ao pré-requisito de ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) jurídica. Com a Saitex, a Sead completa a segunda participação em feiras internacionais neste primeiro semestre de 2017.

Segundo o secretário da Sead, José Ricardo Roseno, hoje o principal desafio para a agricultura familiar é o mercado. E estar presente nas feiras é uma estratégia do governo para ampliar a comercialização dos produtos brasileiros. “Nossa estratégia é torná-los conhecidos, otimizar as vendas e a prospecção de negócios. Entendemos que o mercado estimula a produção e, hoje, existe uma demanda grande por alimentos saudáveis e de qualidade, o que está ligado diretamente com a agricultura familiar”, avalia Roseno.

Para a analista de Políticas Sociais da Sead, Heloísa Batista, um dos pontos fortes durante o evento foi poder trabalhar a imagem da agricultura familiar de forma positiva junto a outros países. “O estande despertou muito interesse e teve destaque durante todos os dias. Poder fechar negócios, abrir novos mercados e ganhar experiência nos ambientes de negociação também qualifica os empreendimentos para continuarem o trabalho no Brasil”, pondera. Outro ponto relevante para a pasta foi ter expostos apenas produtos orgânicos ou agroecológicos. “Isso se mostrou bastante atrativo para o estande, reforçando que a produção sustentável é um diferencial também na escolha do consumidor”, justifica a também analista de Políticas Sociais da Sead, Raquel Martins.

Prospecção

A partir desta quarta-feira (28), com a volta dos empreendimentos para o Brasil, a Sead começa o trabalho de pós-venda, um acompanhamento dos resultados da feira junto aos agricultores. “Foi uma oportunidade que tivemos para entender como funciona esse grande mercado. Não tinha ideia de como era. Além de tudo, ainda fomos muito bem recebidos. Foi uma experiência única”, afirma Hortência Osaqui, da Fazenda Bacuri. Para Ricardo Fritsch, da Coopernatural, a Saitex trouxe mais do que novos negócios: “Conseguimos aprimorar nossos conhecimentos e abrir novos horizontes”, resume.

Além da Sead, outros órgãos brasileiros estavam presentes na Saitex, entre eles o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Leia sobre como foi a participação da Sead na feira aqui.

Imagens: 

Camila Costa
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0122 e imprensa@mda.gov.br

Fonte : MDA