.........

Agricultura e produção industrial são destaques no Debates do Rio Grande em Carazinho (RS)

.........

Fonte:  Canal Rural | ZERO HORA

Quinta edição do evento, abordou desenvolvimento da região da Produção do Rio Grande do Sul
Leandro Becker
Consolidação do polo logístico, integração, desenvolvimento de agroindústrias e investimentos em infraestrutura foram temas dominantes do Debates do Rio Grande, realizado nessa terça, dia 26, em Carazinho (RS). Com cerca de 350 mil habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 7 bilhões, a região da Produção do Rio Grande do Sul se destaca pela pujança econômica e industrial de Passo Fundo (RS), Marau (RS) e Carazinho (RS).

Nos outros 20 municípios, a agricultura é a alavanca para o desenvolvimento, e ainda enfrenta desafios para crescer mais. Para o presidente do Sindicato Rural de Carazinho, Carlos Scheibe, há um contraste entre boa produtividade e alto custo de produção, o que põe o agronegócio em alerta e acelera a busca por soluções para a precariedade de estradas, encarecimento do frete e capacidade insuficiente de armazenagem.

Scheibe observou ainda que, além do grão, a produção leiteira tem grande potencial de rentabilidade, principalmente diante da crescente demanda de indústrias como a Nestlé, em Carazinho, e a Italac, em Passo Fundo. Por outro lado, crê ser importante qualificar a mão de obra e formar parcerias.

Nesse viés, o professor de economia da Universidade de Passo Fundo (UPF), Eduardo Finamore, destacou que o desenvolvimento regional passa por um planejamento estratégico coletivo. Logo, a integração de setores tem papel decisivo para fortalecer o agronegócio e a gestão de projetos compartilhados na região.

– Há iniciativas que extrapolam a esfera dos municípios e exigem um trabalho unido pelos interesses regionais comuns – observou Finamore.

Opinião compartilhada pelo presidente da Associação de Municípios do Planalto (Ampla) e prefeito de Mato Castelhano (RS), Solano Canevese. Segundo ele, cabe aos líderes estimular a participação do cidadão, impulsionar projetos e descentralizar os investimentos.

Um exemplo é a expansão logística. Para o presidente da TW Transportes, Milton Schmitz, a posição estratégica credencia o setor como nova vocação da região pelas alternativas para escoar a produção, mas ainda falta avançar em infraestrutura, qualificação profissional e em um novo modelo de concessão de pedágios.

– O agronegócio é a chave do progresso, e as parcerias público-privadas serão decisivas para diminuir a rivalidade e estimular a cooperação – disse.