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AGRICULTURA – ABERTURA DE MERCADO USDA eleva o número de lavouras de soja em boas condições

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Fonte:Pixabay/Divulgação

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Soja
A soja na bolsa de Chicago (CBOT) fechou a segunda-feira, dia 21, mista para o grão e o farelo. Os primeiros vencimentos caíram, pressionadas pela previsão de clima favorável às lavouras americanas, e os contratos mais distantes subiram com novos sinais de demanda pela soja americana.

A expectativa é que o mercado abra a terça-feira, dia 22, repercutindo os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de que a aumentou o número de lavouras em boas condições. Segundo o órgão americano, 60% estavam entre boas e excelentes condições, 28% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 29% e 12%, respectivamente. Apesar disso, os valores estão bem abaixo do mesmo período do ano passado, quando 72% da safra estava em boa condição. As primeiras informações do crop tour da Pro Farmer também são aguardadas.

No mercado interno o dia foi de lentidão. Os preços da soja no Brasil tiveram oscilação mista, já que Chicago teve queda, mas o dólar fechou em alta. Houve registro de negócios em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,69%, cotado a R$ 3,169 a venda, influenciado pelo aumento de incertezas com o cumprimento da meta fiscal brasileira após uma liminar suspender o leilão das hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que levantaria R$ 11 bilhões para o governo. As atenções da semana estarão voltadas para as reformas e para as medidas fiscais.

 

No cenário externo, os últimos acontecimentos de terrorismo na Europa elevaram a aversão ao risco, gerando um certo “estresse” na moeda norte-americana que chegou a trocar de mãos entre R$ 3,138 e R$ 3,173.

Milho
Os contratos do milho na bolsa de Chicago registraram preços mais altos. O mercado buscou uma leve recuperação frente às perdas da semana passada, quando pesou a previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

O foco de seca neste ano é o estado da Dakota do Sul, que possui lavouras com produtividades mais baixas na comparação com o ano passado. A alta diferença entre potenciais produtivos das regiões do meio-oeste americano gera dúvidas e para a soja, por exemplo, pode causar movimentos especulativos lá fora.

Em relação às condições da safra americana, o USDA informou que os dados permaneceram o mesmo da semana passada, com 62% das lavouras com boas e excelentes condições, 26% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins.

No Brasil o mercado teve um dia de preços do milho pouco alterados e não houve registro de negócios. A expectativa é de melhora na colheita da safrinha em São Paulo e no Paraná com a redução das chuvas. No porto as cotações do milho caíram diante das perdas na bolsa de Chicago e no câmbio.

Café
As cotações do café arábica na bolsa de Nova Iork (ICE Futures US) atingiram o menor patamar desde o dia 12 de julho. A alta do dólar frente às outras moedas, a queda do petróleo e de outras commodities puxaram para baixo os contratos do grão. Para dezembro, os preços chegaram a romper a importante linha de US$ 1,30 por libra-peso, mas recuperaram terreno dessa mínima do dia. A expectativa para esta terça-feira é que o mercado tenha uma correção técnica positiva.

Os preços do café arábica no Brasil despencaram e o mercado travou. Já o café conilon teve um dia de preços melhores, diante da alta deste tipo de café na bolsa de Londres (ICE Futures Europe). Os analistas já falam em um novo mercado de clima para o grão, só que focado nas chuvas.

Boi
O mercado físico teve preços do boi gordo mais altos, principalmente nas regiões produtoras do Sudeste. A expectativa é que esse viés de alta se prolongue por mais alguns dias, devido ao encarecimento dos fretes e pela restrição de animais terminados.

Já o mercado atacadista apresentou preços entre estáveis a mais altos. Apesar da reposição mais lenta entre o atacado e o varejo, os frigoríficos voltaram a se deparar com estoques encurtados, o que ofereceu espaço para os reajustes no início da semana.

As exportações começam a dar sinais positivos para a pecuária brasileira. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques de carne bovina “in natura” do Brasil chegaram a 73,2 mil toneladas, com média diária de 5,2 mil toneladas. Na comparação com agosto de 2016 houve avanço de 45,9% na quantidade média diária de carne enviada.

Previsão do tempo
A frente fria, que causou temporais no Sul e Sudeste do país no fim de semana agora está influenciando pancadas de chuva e rajadas de vento no sul da Bahia. O resquício dessa frente ainda mantém muita nebulosidade em Minas Gerais, Rio de Janeiro e parte de Goiás, mas sem mais chuva.

As imagens de satélite também mostram nuvens bastante carregadas no noroeste e norte do Amazonas, em Roraima e em pontos isolados da metade sul do Pará , por conta de áreas de instabilidades.

Outro grande destaque agora é o frio que ganha força no sul do Brasil, devido ao avanço de uma massa de ar polar, onde os termômetros já registram valores negativos, como em Morro da Igreja (SC).

Sul
Nesta terça-feira, uma massa de ar frio predomina sobre o Sul do Brasil e garante o tempo firme nos três estados da região. Ainda há um pouco de nebulosidade, mas só chove no leste de Santa Catarina e do Paraná. Depois de uma manhã fria, na parte da tarde os valores dos termômetros sobem um pouco mais em relação ao dia anterior e a sensação de frio diminui. As maiores temperaturas serão registradas no oeste catarinense e no norte e oeste do Paraná.

Sudeste
A frente fria se afasta do Sudeste e aos poucos avança uma massa de ar mais frio e seco. Apenas nas áreas mais litorâneas é que a umidade do mar ainda traz eventual chuva fraca, e entre o noroeste paulista e triângulo mineiro a chuva é isolada, intercalada com períodos de melhoria. Em todas as outras áreas não chove. As temperaturas máximas da tarde ficam mais baixas entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas em São Paulo a sensação é mais agradável a tarde do que no dia anterior. Chega até a fazer calor no norte paulista, no triângulo mineiro e no oeste de Minas Gerais. No final do dia, o frio aumenta novamente, especialmente entre São Paulo e o sul mineiro.

Centro-Oeste
Uma frente fria se afasta, mas ainda organiza instabilidades e deixa muitas nuvens espalhadas pela região. Tem previsão de chuva isolada no centro norte e leste de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e oeste, oeste, centro e sul de Mato Grosso. Na metade sul de Mato Grosso do Sul a sensação de frio é intensa nas primeiras horas do dia, por causa de uma massa de ar frio que está na região Sul do país. Na parte da tarde as temperaturas sobem nem todo Centro-Oeste, mas os maiores valores serão registrados em Mato Grosso.

Nordeste
Uma frente fria consegue chegar na altura do sul da Bahia e aumenta ainda mais as instabilidades no litoral e agreste baiano. Pode chover em forma de pancadas a qualquer hora do dia, com trovoadas e ventos fortes. Tem previsão para chover também na faixa que vai desde Sergipe até o leste do Rio Grande do Norte, além do norte do Maranhão. Nas demais áreas nordestinas tem apenas variação da nebulosidade. As temperaturas seguem elevadas na parte da tarde em todos os estados, mesmo onde chove.

Norte
Nesta terça-feira as instabilidades perdem força em parte da região Norte, mas se espalham pela maior parte dos estados. Tem previsão de chuva no Amazonas, em Rondônia, no Acre, em Roraima, Amapá e na metade norte do Pará. As pancadas ocorrem a qualquer hora do dia, alternadas por períodos de tempo firme. Não chove nas demais áreas da região e as temperaturas seguem elevadas.

Fonte : Canal Rural