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AGRICULTURA – ABERTURA DE MERCADO – Soja: 57% das lavouras dos EUA estão em boas condições, contra 71% no ano passado

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Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Dólar
O dólar esboçou alguma reação e subiu durante a sessão desta segunda-feira, 24, após fortes perdas registradas na semana passada. No fim do dia a moeda avançou 0,15%, a R$ 3,148.

Está no radar dos economistas a reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central que inicia nesta terça-feira, 25, em Brasília. Esta é a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Instituições financeiras consultadas esperam que a Selic seja reduzida em 1 ponto percentual caindo para 9,25% ao ano. 

Na agenda o Federal Reserve (Fed), que é o banco central dos Estados Unidos, também decide a nova taxa de juros do país. Os investidores devem seguir com cautela até a divulgação dessas decisões, marcadas para quarta-feira, 26.

Soja
As cotações da soja na bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com forte queda para o grão, farelo e óleo. Logo na abertura de mercado a baixa dos contratos chegou a 20 cents, impulsionados por notícias de chuvas do final de semana no meio-oeste americano.

Além disso, os boletins meteorológicos apontam para mais chuvas nos próximos dias, amenizando o estresse hídrico, que comprometeu as condições das lavouras nas últimas semanas. Nas posições spot, as perdas foram de 1,13% no grão, 1,15% no farelo e 0,56% no óleo.

Outro importante dado divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta segunda-feira, 24, foram as informações sobre as condições das lavouras norte-americanas. De acordo com o órgão americano, até o dia 23 de julho, 57% da safra de soja estava em boas ou excelentes condições. Na semana anterior o número estava em 61% e no ano passado estava em 71%. A partir destes dados sobre as condições, o mercado ganha tom altista para a semana.

Aqui no Brasil o mercado interno de soja teve uma sessão com pouca movimentação nas principais praças de comercialização do país. Os vendedores não estiveram presentes nos meios de negociação, devido à queda acentuada registrada nos preços da soja.

Milho
O dia foi de atenção às chuvas ocorridas no final de semana nos Estados Unidos e na previsão do tempo para os norte-americanos. Nesta segunda-feira o USDA diminuiu o número de lavouras de milho em boas ou excelentes condições de 64% para 62%, mas a consultoria Safras & Mercado indica que como no milho esse corte foi mais discreto e os estoques atuais da safra brasileira são muito altos, o efeito para os preços ainda pode ser discreto. No ano passado, 76% da safra estava em boa ou excelente condição.

Aqui no Brasil a semana começa difícil com o mercado tentando se reencontrar na condição dos fretes e logística. Em Mato Grosso, por exemplo, a alta de impostos dos combustíveis já deixou o frete 4% mais caro. Inclusive, o Movimento Nacional dos Caminhoneiros Independentes já articula uma nova paralisação.

Café
As cotações do arábica na bolsa de Nova Iork (ICE Futures US) despencaram nesta segunda-feira, diante de um movimento técnico de correção após as recentes altas, que levaram as cotações aos patamares mais elevados desde meados de maio. O mercado ainda está acima de 130 cents por libra-peso, mas se mantiver o tom baixista pode testar esse nível de suporte. No final do dia o contrato setembro de 2017 terminou com cotado a 132,55 cents por libra-peso  e queda de  400 pontos, o que significa uma baixa de 2,92%.

Aqui no Brasil o início de semana o mercado físico sentiu a queda da bolsa e teve um dia fraco de movimento. A volatilidade do câmbio também não ajudou e os preços do café acabaram cedendo.

Boi
No mercado futuro o pregão realizado no decorrer da última segunda-feira foi caracterizado pela continuidade do movimento de alta entre os principais contratos em vigência. Os pecuaristas começam a se deparar com oferta mais comedida neste momento. A expectativa é de maior otimismo neste momento, avaliando um maior confinamento, além da recuperação das exportações de carne bovina.

No mercado interno, os preços do boi gordo seguiram sem apresentar grandes novidades. Os frigoríficos em geral seguem com escalas confortavelmente posicionadas, apesar da oferta de animais terminados ter diminuído no Norte e no Centro-Oeste do Brasil.

Outro destaque foi a decisão do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que definiu junto do Ministério da Agricultura, retirar a saponina, substância apontada pela cadeia produtiva como a responsável pelo aparecimento de abscessos na carne. Esses "caroços" levaram os Estados Unidos a suspender a importação da carne in natura do Brasil no fim de junho.

Previsão do tempo
Um bloqueio atmosférico ainda atua no oceano pacífico e impede que as chuvas avancem pelo Brasil. Até volta a chover no extremo sul do Rio Grande do Sul, mas a expectativa é que as chuvas só voltem com intensidade em agosto no Sul. O tempo firme continua no Sudeste e Centro-Oeste. No litoral do Nordeste e faixa norte da região Norte, áreas de instabilidade típicas desta época do ano seguem trazendo chuva frequente.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inpe), nesta segunda-feira o Brasil foi responsável por 1736 focos de queimadas.

Sul
Na terça-feira, o tempo permanece firme e com predomínio de sol em grande parte dos estados da Região. Somente no sul e campanha gaúcha pode chover na forma de pancadas. As temperaturas da manhã sobem um pouco mais em relação ao dia anterior, especialmente no Rio Grande do Sul. Somente no extremo sul é que as temperaturas ficam mais amenas, por conta do tempo mais nublado.

Sudeste
O tempo segue seco e com pouca nebulosidade sobre o Sudeste. As menores temperaturas devem ocorrer na região sul de Minas Gerais, nas demais áreas a manhã fica com temperaturas mais amenas. Na parte da tarde as temperaturas ficam mais elevadas no oeste paulista, noroeste de Minas Gerais e Triângulo Mineiro. Entre a metade norte capixaba e o nordeste mineiro ainda ocorrem pancadas de chuva.

Centro-Oeste
O bloqueio atmosférico ainda atua inibindo a formação de nuvens de chuva e também mantém o tempo aberto e céu claro na maior parte do Centro-Oeste. As temperaturas seguem em elevação. Nas horas mais quentes do dia, a umidade relativa do ar cai e pode ficar abaixo dos 30%.

Nordeste
Tempo instável e com chuva que pode vir a qualquer momento sobre o leste do Nordeste. Já no noroeste do Maranhão, a chuva é mais nos períodos da manhã e da tarde e em forma de pancadas. No interior do Nordeste, o tempo firme predomina, as temperaturas seguem elevadas e faz calor. Somente nas áreas em que chove, as temperaturas ficam mais agradáveis.

Norte
As chuvas, devido à umidade e ao calor, seguem concentradas na metade norte do Amazonas e também do Pará, em Roraima e no Amapá. As temperaturas seguem elevadas em toda a região Norte.

  • Francielle Bertolacini
  • Fonte : Canal Rural