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AGRICULTURA – ABERTURA DE MERCADO – Área plantada de soja deve ter forte incremento nos EUA

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Fonte:Divulgação/Esalq-USP

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Dólar
O dólar comercial fechou a sessão desta quarta-feira, 28, com uma forte queda. A moeda americana oscilou durante o dia entre mínima de R$ 3,283 e a máxima de R$ 3,315, e fechou com baixa de 1,05% cotado a R$ 3,282.

Soja
No Brasil o dia foi de poucos negócios reportados. Os preços da soja ficaram mistos nas principais praças de comercialização do país, pois foi influenciado por fatores conflitantes: a alta na bolsa de Chicago (CBOT) e forte a queda do dólar.

O mercado também aguarda os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será divulgado nesta sexta-feira, 30. O órgão americano deverá indicar uma área plantada com soja próxima de 90 milhões de acres, superando os 83,433 milhões de acres cultivados em 2016. Este é um forte incremento sobre o ciclo anterior e também acima da projeção de intenção de plantio, apresentada em março. Outro importante dado será o de estoques trimestrais americanos.

O tempo adverso em algumas regiões americanas também está no radar dos analistas. De acordo com a Somar Meteorologia, chuvas acompanhadas de queda de granizo podem atingir lavouras dos EUA ainda nesta semana. Após este episódio a expectativa é que o tempo fique bastante seco por lá durante parte do mês de julho, época importante para o desenvolvimento da safra.

Milho
O
mercado brasileiro de milho também teve um dia fraco de comercialização. A baixa do dólar e do milho na bolsa de Chicago pressionou as cotações no porto e também no interior do Brasil. Além disso, a colheita vai evoluindo nas regiões produtoras trazendo pressão de venda sobre os preços, que vão aos poucos cedendo. Veja o fechamento do preço do milho.

Os próximos leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) do dia 6 de julho vão incluir Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. As informações foram confirmadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira.

Café
A bolsa de Nova York para o café arábica encerrou as operações com preços mais baixos. A sessão foi volátil, o mercado chegou a operar com ganhos, o que representaria a quarta sessão com alta, mas houve uma reversão ao terreno negativo. Segundo analistas, fatores técnicos determinaram a reversão e as perdas finais, após os ganhos dos últimos dias.

A colheita de café da safra brasileira 17/18 foi estimada em 44% até o dia 27 de junho. O número faz parte do levantamento semanal de Safras & Mercado. Na semana anterior os trabalhos estavam em 37%. Veja os preços do café na sua região.

Boi
O cenário ainda é de pressão de baixa para o mercado do boi gordo e as tentativas de compra abaixo da referência são comuns em boa parte das praças, segundo a Scot Consultoria. A boa oferta de animais terminados tem colaborado para este cenário. Veja as referências de preços do boi gordo para esta quinta-feira.

Previsão do tempo
O destaque da meteorologia fica para o tempo seco na região central do país. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apenas nesta quarta-feira foram registrados 788 focos de queimadas, sendo 22,3% em Mato Grosso, 22,3% no Tocantins, 11,9% no Maranhão e 6,1% em São Paulo.

Sul
Volta a chover na metade sul do Rio Grande do Sul, com intensidade que varia nesta quinta-feira de fraca a moderada, acompanhada por descargas elétricas. Os volumes de água nas últimas 24 horas ainda são baixos, mas devem aumentar ao longo do dia, principalmente sobre as áreas que fazem fronteira com o Uruguai. Toda essa situação está relacionada à chegada de um novo sistema frontal que ajuda a organizar umidade neste estado. Há condição ainda para trovoadas e vento forte. Essa chuva não chega a atingir as outras áreas do Sul. Entre Santa Catarina e Paraná há apenas aumento da quantidade de nuvens e da temperatura a tarde.

Sudeste
A influência de uma região de alta pressão atmosférica mantém uma massa de ar seco sobre a maior parte do interior do Brasil, e ainda garante tempo firme e sem chuva sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao mesmo tempo, esse tempo favorece uma amplitude térmica mais alta. Assim, tanto a manhã como a noite serão frias, mas com a tarde mais agradável. A condição para chuva diminui bastante no leste do Sudeste em relação aos dias anteriores e só permanece no nordeste do Espírito Santo.

Centro-Oeste
Nesta quinta-feira, o frio da manhã aumenta sobre o planalto devido ao ar seco. Há dias que uma situação típica de bloqueio atmosférico acontece no interior do Brasil. O dia tem predomínio de sol e umidade relativa do ar baixa em todos os estados. Os ventos aumentam de intensidade a tarde em Mato Grosso do Sul e nesta área a quantidade de nuvens também aumenta. Na sexta-feira nuvens começam a aumentar no decorrer do dia entre o Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás, mas a condição para chuva ainda é muito pequena.

Nordeste
Segue chovendo de maneira mais generalizada desde o litoral da Bahia até o leste do Rio Grande do Norte, e também desta área até o norte do Maranhão. Todas as capitais litorâneas têm previsão de chuva até o final do dia e, inclusive, com condição para chuva volumosa entre Natal (RN) e João Pessoa (PB). Nestas áreas, há condição para transtornos em áreas de risco. Trata-se da ação de diferentes áreas de instabilidade somadas sobre o Nordeste, como as Ondas de Leste. A chuva atinge de maneira mais isolada o agreste e sertão, desde o Ceará até a Bahia. Por outro lado, no interior do Nordeste ainda não chove, a exemplo dos dias anteriores.

Norte
A nebulosidade volta aumentar no Acre e não se descarta chuva isolada na faixa oeste e central deste estado, mas com baixos volumes acumulados. Há previsão de chuva mais pesada sobre o noroeste do Amazonas e norte de Roraima, além do leste do Amapá. Como é comum nesta época do ano, o centro e sul da região Norte apresenta tempo firme e seco, situação que favorece o aumento do número de queimadas.

  • Francielle Bertolacini, com informações da Safras & Mercado
  • Fonte : Canal Rural