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Agrichem planeja erguer nova fábrica

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Daniel Wainstein/Valor / Daniel Wainstein/Valor
Gilmar Bosso, da Agrichem, vê muito espaço para crescer em grãos e outras culturas

Na esteira da elevação das apostas no segmento de fertilizantes especiais, a Agrichem do Brasil, uma das três maiores no ramo de adubos líquidos no país, também planeja crescer e deverá construir uma nova fábrica para triplicar sua capacidade de produção.

A nova unidade industrial, em fase final de discussão na empresa, deverá ter capacidade de produção de 18 milhões de litros por ano – o triplo da atual -, com possibilidade de aumentar ainda mais. A fábrica, em um distrito de Jardinópolis, próximo a Ribeirão Preto (SP), deve entrar em operação na safra 2014/15 e receber aportes entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.

O faturamento em 2012 deve saltar 28,4% ante 2011, para R$ 131 milhões. Desde 2009, a empresa vem registrando crescimento de 28% ao ano para um setor que tem expansão de 7% a 12%, segundo Gilmar Chbâne Bosso, diretor-presidente da Agrichem. A empresa atua também em alguns países na América do Sul, mas eles ainda representam apenas cerca de 6% da produção total da Agrichem.

Este ano devem ser produzidos aproximadamente 6 milhões de litros de produtos, ante 4,1 milhões em 2011. Hoje 13% da produção é terceirizada e o restante vem da fábrica da empresa, inaugurada em 2006, em Ribeirão Preto (SP), com investimentos iniciais de cerca de R$ 3,5 milhões.

Antes da construção desta fábrica, o mercado brasileiro era abastecido com importações da Austrália, sede da Agrichem, considerada como uma das mais importantes empresas de fertilizantes líquidos do mundo. No Brasil, a empresa iniciou as atividades em 2000 e chegou a ter durante um período todo o capital controlado pelos australianos, mas foi comprada em 2011 pelo fundo Pátria e por antigos gestores brasileiros da companhia.

O carro-chefe da empresa são os micronutrientes, mas são comercializados também macronutrientes líquidos de alta concentração, totalizando cerca de 40 produtos e 400 canais de distribuição espalhados pelo país.

A inovação é uma das apostas da companhia, que mantém convênio com universidades, instituições de pesquisa como a Embrapa e associações regionais, além de ter equipe interna de pesquisadores. São lançados entre um e três novos produtos por ano. No cronograma, estão previstas duas importantes plataformas de produto.

Uma delas é o uso de micronutrientes para pastagens, setor que ainda pouco utiliza adubos convencionais. O projeto está em fase embrionária. A intenção é tratar a semente antes do plantio da forrageira e oferecer nutrientes adequados também durante sua formação.

Outra aposta da Agrichem é a cultura do café. A ideia é eliminar grande parte da bienalidade da espécie arábica, que alterna alto rendimento com produção menor, por meio de nutrição adequada para a planta no momento em que ela produz menos. O cafeeiro se desgasta para produzir uma safra abundante, fica exaurido e não encontra no solo alimentos adequados. "A nutrição também influencia na bebida do café", enfatiza Marcelo Soares, diretor financeiro da Agrichem.

A empresa também visualiza grande potencial para a cultura da cana-de-açúcar. "Ainda tem muito o que fazer na área de grãos, em todas as áreas", acrescenta Bosso.

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Fonte:  Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo