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Agrícolas registram ganhos na BM&FBovespa

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Fonte:  Valor | Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

Apesar da deterioração do cenário externo, que derrubou as cotações no mercado internacional, a maioria das commodities agrícolas negociadas na BM&FBovespa registrou elevação em seus preços médios em setembro, de acordo com levantamento do Valor Data. Os contratos de segunda posição (geralmente, os de maior liquidez) tiveram valorização em três das cinco mercadorias monitoradas.

O milho liderou os ganhos, com alta de 5,27% em relação ao preço médio praticado em agosto. O mercado brasileiro está aquecido, beneficiado pela quebra da safra americana e pelo aperto nos estoques globais. No Mato Grosso, os produtores já negociaram mais da metade da safrinha de 2012, que será plantada apenas no primeiro trimestre de 2012. A desvalorização do real também contribuiu para a alta dos preços domésticos.

Com a alta do último mês, o preço médio do grão acumula ganho de 27,97% em 2011 e 21,51% em 12 meses. Esse desempenho só é inferior ao do café, que voltou a subir em setembro (1,47%) e agora registra valorização de 29,10% no ano e 54,03% nos últimos 12 meses.

A desvalorização do real pesou sobre os preços em dólar, mas o momento ainda é bastante favorável ao cafeicultor do Brasil, segundo os analistas do mercado, com os estoques em níveis historicamente baixos e a colheita da Colômbia e da América Central ainda por vir.

O preço médio do etanol também voltou a subir (1,90%), reflexo do aperto na oferta após a quebra na safra brasileira de cana-de-açúcar. Em 2011, o combustível já subiu, na média, 12,85%. Nos 12 meses, a alta chega a 36,12%.

Já o preço médio do boi gordo perdeu força e recuou 1,14% em relação a agosto, embora ainda aponte para uma alta de 4,57% no ano e 9,43% nos 12 meses. No mês, os frigoríficos conseguiram se impor e pressionar as cotações, segundo informe do Cepea/Esalq. Apesar da oferta reduzida, parte das unidades de abate se bastaram com animais de confinamentos próprios e entregas de contratos fechados antecipadamente.

O preço médio da soja em setembro caiu 3,42%, diretamente influenciado pelo comportamento do mercado em Chicago – afetado pelo agravamento da crise internacional.