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Ações da empresa têm forte recuperação

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A JBS já recuperou boa parte dos R$ 9,6 bilhões do valor de mercado que havia perdido em razão da divulgação da delação premiada dos irmãos Batista, na quarta-feira da semana passada. De terça-feira até ontem, quando a alta das ações atingiu 22,5%, os ganhos somaram R$ 6 bilhões.

Essa recuperação pode ser explicada pela oportunidade criada quando os papéis derreteram e também pela expectativa de que a J&F, a holding dos irmãos Batista, venda ativos para tentar preservar a JBS, sua principal controlada. Na lista de empresas que deverão ser negociadas estão Eldorado (papel e celulose), Vigor (lácteos), Flora (higiene e limpeza) e Alpargatas.

Mas essas negociações só deverão deslanchar depois que a J&F fechar o acordo de leniência com o Ministério Público Federal. O MPF pede R$ 11,169 bilhões e a J&F, segundo informou ontem a "Época" em seu site, agora está oferecendo R$ 8 bilhões – inicialmente, a holding propôs pagar R$ 1 bilhão.

Na bolsa, o pior dia para a JBS foi a segunda-feira, quando suas ações mais de 30%, maior desvalorização desde a abertura de capital, em 2007. Naquele dia, a JBS encerrou o pregão com um valor de mercado de R$ 16,3 bilhões, perda de R$ 9,6 bilhões na comparação com a quarta-feira da semana passada, quando a delação ainda não havia afetado os papéis da empresa.

Ontem, as negociações com as ações da JBS registraram a segunda maior movimentação financeira desde o início da crise, só perdendo para segunda-feira. Os papéis da JBS movimentaram R$ 428 milhões, ante os R$ 493,6 milhões registrados na segunda.

Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo