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Adaptação à NR 36 é desigual no Estado

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Frigoríficos terão até 19 de outubro para conceder direitos a trabalhadores

A pouco mais de um mês do prazo limite dado aos frigoríficos para adaptarem-se às novas exigências impostas pela NR 36, as indústrias gaúchas apresentam nível desigual de adaptação às regras, definidas via normativa do Ministério do Trabalho. A norma busca a prevenção e a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais nos frigoríficos. Enquanto as plantas de suínos e aves estão mais adiantadas, faltam informações sobre as adaptações nos matadouros de bovinos. ‘As empresas de aves viram que era preciso tomar alguma providência e estas mudanças estão resultando em melhorias’, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Passo Fundo, Miguel dos Santos. ‘Já é possível perceber a diminuição das doenças do trabalho.’ Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Derivados de Roca Sales, André Dorst, a conscientização se deve à realização de seminários no RS. Antes do prazo encerrar, a Asgav vai se reunir com a indústria para tratar dos últimos ajustes.

O Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do RS (Sicadergs) ainda não tem um diagnóstico preciso sobre o atendimento à NR 36 por parte das empresas. Mesmo discordando de algumas regras, como a que determina a concessão de pausa de uma hora por dia aos 8 mil funcionários do setor, o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, recomenda aos associados o atendimento das normas. ‘O MTE identificou desgaste por sobrecarga de ritmo de trabalho, coisa que contesto, pelo menos no setor bovino, que é menos mecanizado.’

Fonte: Correio do Povo