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Acrimat contesta método utilizado na formação dos preços pagos pela arroba no Brasil

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Fonte:  Ruralbr

Valor de referência utilizado atualmente é formado com base nos frigoríficos instalados em São Paulo

Luiz Patroni | Cuiabá (MT)

Atualizada às 21h23

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) contesta o método utilizado na formação dos preços pagos pela arroba no Brasil. Hoje, o valor de referência é formado em Araçatuba (SP), com base na média diária dos preços pagos à vista pelos frigoríficos instalados em São Paulo. Segundo a Acrimat, o uso desta referência prejudica os pecuaristas de Mato Grosso.

De janeiro de 2003 até o início de outubro deste ano, os valores pagos pela arroba do boi gordo em Mato Grosso foram em média 14,5% menores do que os praticados em São Paulo. Segundo a Acrimat, na teoria esta diferença leva em conta os custos para transportar animais comprados no Estado e levados para o abate no Sudeste. No entanto, na prática, a distância entre os preços não pode ser tão grande, alega a associação.

Um estudo elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) detalha esta diferença com base nos preços praticados em setembro. O valor pago pela arroba no mercado paulista foi de R$ 98,04, 12,6% a mais que o praticado em Mato Grosso onde o valor fica em R$ 87,07. Este percentual deveria equivaler ao custo do frete, mas na época esta despesa custou o equivalente a apenas 4,5% do valor de comercialização da arroba em São Paulo, uma diferença de 8,1 pontos percentuais a menos.

De acordo com a Acrimat, outro forte argumento para contestar o uso do diferencial de base é o atual cenário da pecuária brasileira. Hoje, o parque industrial instalado em Mato Grosso, por exemplo, é bem superior do que o de anos atrás, o volume de abates realizados dentro do Estado cresceu significativamente. Segundo a entidade, isso demonstra que não há justificativas para que o referencial de preço em São Paulo continue sendo usado na formação do valor que é pago pela arroba em Mato Grosso.

Para a classe produtora é preciso ampliar as discussões sobre o assunto e buscar uma maneira justa para a formação dos preços. Segundo o superintendente Acrimat, Luciano Vacari, a regionalização seria uma solução justa para o tema.

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