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ABPM em parceria com USP lança o selo para madeira tratada

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Programa de autorregulamentação da associação visa garantir qualidade e legalidade do produto

por Juliana Malacarne | Edição: Vinícius Galera

Editora Globo

Da esquerda para direita: Celina Almeida (Instituto Totum), Flavio Geraldo (Presidente da ABPM), Paulo Maciel (presidente CBI Madeiras), e Ligia Ferrari (IPT)

A Associação Brasileira dos Produtores de Madeira Tratadaconcedeu nesta terça feira (24/7) a primeira certificação do programa de autorregulamentação do setor, chamado de Qualitrat, à empresa CBI Madeiras. A cerimônia aconteceu no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo, um dos parceiros no projeto, assim como o Instituto Totum, especializado na criação decertificação e selos.
Segundo Lígia Bomagnano, diretora do setor de florestas do IPT, o atual crescimento econômico do Brasil resultará em uma melhora na infraestrutura do país, e o certificado ajudará a garantir a qualidade da matéria prima utilizada nesse processo. “A criação do selo neste momento é muito estratégica”, disse.
O selo Qualitrat tem validade de um ano e é baseado em dois pilares: qualidade e legalidade. As empresas interessadas em adquirir a certificação se inscrevem voluntariamente no programa e têm avaliados aspectos como: idoneidade jurídica, gestão da qualidade nos processos, gestão ambiental, regularidade, ética e responsabilidade social.
Paulo Maciel, presidente da CBI Madeiras, acredita que com o selo a diferença entre seu produto e outro mais barato, mas que não atenda a exigências tão rígidas, ficará mais evidente. “As grandes empresas há muito tempo demandam esse tipo de qualificação na hora da compra”, afirma.
O setor de madeira tratada no Brasil movimenta atualmente R$ 600 milhões e produz 1,5 milhões de metros cúbicos por ano. Entre 60% e 65% disso é destinado ao setor rural. Segundo Flávio Geraldo, presidente da ABPM, conscientizar esse setor dos valores do Qualitrat será o principal desafio para sua implantação em larga escala.
Mesmo assim, a ABPM tem perspectivas positivas em relação ao projeto e estima que num prazo de 3 a 5 anos a maioria de seus associados já estará certificada. As projeções da associação também são boas para o mercado de madeira e indicam um crescimento de 8% a 10% do setor nesse ano.

Fonte: Globo Rural