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A Lei dos Portos e o custo da produção

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Diversos segmentos da indústria nacional saudaram o advento da Lei dos Portos, que recentemente entrou em vigor. Segundo diversas entidades, tudo indica que deverá haver uma melhoria da competitividade da produção brasileira no exterior, gerando mais divisas. Essa avaliação também é corroborada pelo coordenador do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ricardo Portella Nunes, que saudou a autorização governamental para a construção de terminais portuários privados em todo o território nacional.

Há alguns dias, a presidente Dilma Rousseff anunciou as primeiras 50 unidades, com aportes R$ 11 bilhões da iniciativa privada. Esses novos entrepostos, no entendimento dos exportadores, vão aumentar a concorrência, com uma tarifa menor, aumentando a eficiência da economia e melhorando os ganhos dos empreendedores e a renda dos trabalhadores do setor. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, trata-se de resolver problemas crônicos de logística para escoamento da produção do país com custo menor. Ele espera que, em breve, haja novas licitações para que, além dos 50 terminais já anunciados, outros possam ser construídos para serem operados em todo o país. Outra apreciação da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) aponta para um investimento de R$ 50 bilhões nos próximos cinco anos, com a duplicação da capacidade portuária do país.

O Brasil tem apresentado óbices graves em relação ao trinômio produção-armazenagem-escoamento, prejudicando nosso crescimento. O chamado custo final tem sido elevado por conta das deficiências de infraestrutura, agravada por muitos anos de déficit nos investimentos. A solução encontrada une os setores público e privado e pode ser a saída para que os produtos brasileiros sejam exportados com cotações competitivas no mercado externo.

Fonte: Correio do Povo