A Arvus Tecnologia, empresa pioneira no Brasil em agricultura e silvicultura de precisão, recebeu financiamento de R$ 3,1 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar seus projetos de inovação. Fundada em 2004 em Florianópolis por três engenheiros de controle e automação, tem 70 funcionários. Em 2012, faturou R$ 10 milhões e a previsão para 2013 é saltar para R$ 17 milhões, com a expansão das atividades em três segmentos: grãos, florestal e sucroalcooleiro. A maioria dos clientes é do Centro-Oeste. A Arvus tem 60 canais de venda no país, em parceria com distribuidores de implementos, e dez escritórios com equipe própria. Exporta para a Argentina, Paraguai e Uruguai.

Agricultura de precisão é um sistema de manejo integrado de informações e tecnologias, que visa influenciar no rendimento e na qualidade dos cultivos. O conceito surgiu no início dos anos 80 nos Estados Unidos. No Brasil, a estatal Embrapa lidera uma rede de pesquisa sobre o tema, envolvendo mais de 200 pesquisadores em 19 centros com 15 campos experimentais. Nas últimas duas décadas, a prática ganhou força ao incorporar ferramentas tecnológicas como geolocalização, imagens de satélite e sensores que podem fornecer informações detalhadas sobre alvos de interesse, como, por exemplo, insetos, doenças e qualidade do solo.

"Pretendemos participar de feiras internacionais e abrir mercados na África e Europa", diz Bernardo castro, diretor da Arvus. "Somos a única empresa nacional que tem um portfólio completo de produtos para agricultura de precisão." Ele diz que o financiamento do BNDES será investido no aperfeiçoamento e ampliação da linha de produtos, especialmente na área de software. Esta é a segunda captação de recursos da empresa. Em 2009, a Arvus recebeu R$ 3,5 milhões em duas rodadas de aporte do Criatec, um fundo de investimentos destinado a empresas emergentes com perfil inovador.

Na avaliação dos sócios da Arvus, a localização na capital catarinense é uma vantagem competitiva, por causa da oferta de mão de obra qualificada para pesquisa e desenvolvimento. Eles próprios vêm da Universidade Federal de Santa Catarina, de onde surgiram diversos projetos que se transformaram em empreendimentos. A região metropolitana de Florianópolis tem um dinâmico polo tecnológico, com cerca de 600 empresas, a maioria de pequeno e médio porte. Outro diferencial são as incubadoras, como o Midi Tecnológico, mantido pelo Sebrae e pela Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia.

O setor agrícola representa 70% da demanda da Arvus, especialmente em áreas de cultivo de soja, milho, café e cana-de-açúcar. Entre os destaques de vendas estão as linhas de piloto automático, telemetria de máquinas e software de gestão de operações e frotas.

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Fonte: Valor | Por Dauro Veras | Para o Valor, de Florianópolis